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Governo iraniano anuncia que a guerra com os EUA e Israel terminou oficialmente
O Irão anunciou esta terça-feira que a guerra com os Estados Unidos e Israel terminou na segunda-feira, após o acordo com Washington, reiterando que qualquer ataque israelita e a presença das suas tropas em território libanês constituem uma violação do pacto. “A guerra terminou oficialmente ontem de manhã [referindo-se a segunda-feira] em todas as frentes”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, citado pela televisão estatal iraniana IRIB. Abbas Araghchi adiantou que “qualquer ataque israelita contra o Líbano é uma violação dos entendimentos” alcançados. “Do nosso ponto de vista, as duas partes deste acordo são os Estados Unidos e Israel, por um lado, e o Irão e o Hezbollah, por outro”, sublinhou. “O fim da guerra no Líbano é parte inseparável [do acordo]”, afirmou, reiterando que “a guerra não terminará até que Israel se retire dos territórios libaneses que ocupou”, segundo a agência de notícias Mehr. O ministro iraniano confirmou ainda que na sexta-feira “haverá uma nova ronda de negociações” com os Estados Unidos em Genebra, na Suíça, com o objetivo de “chegar a um acordo final”. “Após três meses de negociações, conseguimos concluir a primeira fase [das conversações]”, afirmou Araghchi. O acordo preliminar prolonga por 60 dias o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril e estabelece um quadro negocial para futuras negociações sobre o acordo nuclear. Os compromissos garantem a reabertura do estreito de Ormuz e um levantamento progressivo das sanções sobre Teerão. Israel ocupa grandes áreas do sul do Líbano, em resposta a ataques do grupo radical pró-iraniano Hezbollah, e continua a bombardear o país vizinho apesar do anúncio do acordo mediado pelo Paquistão. Desde o início das hostilidades entre Israel e o movimento xiita libanês, como parte da guerra lançada pelos EUA e Israel contra o Irão, cerca de 3.800 pessoas foram mortas só no Líbano por ataques israelitas, que também forçaram mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas. A Semana com Observador/Lusa
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