O sistema educativo cabo-verdiano está a viver, nesta fase final do ano letivo, uma sitação de caos com protestos por todo o país sobre as provas e o método de avaliação em vigor. A Prova Nacional de Matemática foi, por exemplo, oficialmente suspensa hoje na ilha do Sal após se constatar que a grande maioria dos conteúdos presentes no exame não foi lecionada ao longo do ano lectivo. O cenário repete-se noutros liceus do país com alunos a contestarem, em lágrimas, que a prova de matemática, como está sendo concebida, os tem penalizado drasticamente nesta fase final de avaliação.
Este cenário repete-se nos demais liceus de Cabo Verde. Na rede social está a circular um comunicado de alunos de 12º ano, que denunciam: «Hoje realizámos a Prova Nacional de Matemática e muitos alunos manifestaram preocupação relativamente ao nível de dificuldade, à estrutura e ao conteúdo apresentado no exame, considerando que vários itens se afastaram do padrão habitualmente trabalhado durante as aulas e dos modelos de preparação utilizados ao longo do ano letivo».
Na ilha do Sal a situação gerou indignação entre encarregados de educação e deixou, segundo a Inforpress, os estudantes em clima de frustração.Conforme relatos de pais e alunos, o cenário nas salas de aula foi de total incerteza.
"Antes do teste começar, mandaram os alunos deixarem as provas viradas para trás porque estavam a coordenar as directrizes com a Praia [Direcção Nacional de Educação]", explicou uma encarregada de educação, com base no testemunho da filha.
Após cerca de meia hora de espera e indefinição, os estudantes receberam a ordem de suspensão definitiva do exame.
Segundo a mesma fonte, o descontentamento dos alunos prende-se com a "disparidade" entre o programa curricular cumprido nas escolas do Sal e a avaliação elaborada a nível nacional.
De acordo com o testemunho de uma estudante afectada, a prova era composta por conteúdos praticamente desconhecidos.
"Das questões do exame, conseguia responder a cerca de cinco. O resto da matéria nunca nos foi dada aqui na ilha", desabafou a jovem estudante.
A falha na articulação dos conteúdos programáticos obrigará agora centenas de alunos a repetir o processo de avaliação.
De forma a rectificar a situação, as autoridades educativas já agendaram a repetição da Prova Nacional de Matemática para o próximo dia 18 de junho, no Sal.
Alunos e pais exigem reforma no sistema
Este cenário repete-se nos demais liceus de Cabo Verde. Na rede social está a circular um comunicado de alunos de 12º ano, que denunciam: «Hoje realizámos a Prova Nacional de Matemática e muitos alunos manifestaram preocupação relativamente ao nível de dificuldade, à estrutura e ao conteúdo apresentado no exame, considerando que vários itens se afastaram do padrão habitualmente trabalhado durante as aulas e dos modelos de preparação utilizados ao longo do ano letivo».
Desta forma, prossegue o documento,«convidamos todos os alunos que partilham desta preocupação a reunirem-se e apresentarem formalmente as suas observações aatravés dos meios adequados, solicitando às entidades competentes uma análise da prova e a consideração de medidas que garantam justiça e igualdade para todos os candidatos/alunos», exigem os estudantes no comunicado referido.
Com o caos que se verifca todos os anos, nesta fase final do ano lectivo de prova nacional, muitos pais e encarregados da educação questinam porque a obrigatoriedade da disicplina de matemática mesmo para alunos que preferem outras áreas e a cota de 30% da Prova Nacional na avaliação geral, incluindo a repetição de exames com matérias de 10º e 11º anos anteriormente com provas realizados pelos alunos, contribuindo assim para diminuir a média final dos estudantes, mesmo estando no quadro de valores ou de honra no 12º ano.
Diante de tudo isto, sugerem uma reforma do sistema curricular, deixando como estava anteriormente: matemática opcional para quem a quiser estudar e exames com matérias só de 12º ano, excluindo as de 10 e 11º em que os alunos realizaram provas e transitaram para o ano seguinte -12º.
Entretanto, até ao fehco desta edição, o Ministério da Educação não tinha ainda emitido um comunicado oficial, explicando as falhas de planeamento que estiveram na origem deste incidente registado a nivel nacional.







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