Um grupo de 12 trabalhadores angolanos e indonésios vai regressar a casa até esta sexta-feira, depois de mais de seis meses num barco de pesca em São Vicente, em Cabo Verde. A informação foi adiantada pelo embaixador de Angola em Cabo Verde, Agostinho Tavares, em entrevista à Agência Lusa.
Um primeiro grupo de três marinheiros foi para Angola na quarta-feira e os restantes quatro viajam esta sexta-feira, dia em que também regressam a casa os cinco trabalhadores indonésios. A informação foi dada pelo embaixador de Angola em Cabo Verde, Agostinho Tavares, que disse ter testemunhado “a entrega dos salários que estavam em atraso, superiores a um ano, e dos passaportes que estavam com o armador”.
O diplomata angolano, que tem acompanhado o caso, explicou que a principal queixa dos trabalhadores estava relacionada com o facto de “estarem distantes e não poderem mandar dinheiro para a família, em Angola”.
A agência Lusa noticiou, em Dezembro do ano passado, que a embarcação estava parada no porto do Mindelo há cerca de dois meses, com 12 trabalhadores sem receber salários. O tribunal tinha sido notificado de um arresto e a tripulação estava a cumprir a decisão judicial. Na altura, a Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte alertou que os 12 homens a bordo do navio Novo Ruivo, de bandeira portuguesa, estavam há oito meses sem remuneração, abandonados pelo armador, e apelou a que os empregadores da indústria pesqueira europeia negoceiem um acordo colectivo para proteger as tripulações estrangeiras em embarcações europeias. Porém, a situação arrastou-se e, de acordo com as autoridades, o armador foi apontando como solução a venda do navio. Os meses passaram e, sem poderem sair da ilha, os trabalhadores receberam apoio básico como alimentação e viveram dentro do barco até agora.
A Semana com RFI/LUSA







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