O homem armado que provocou o caos durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca este fim-de-semana, num evento anual onde participava o presidente dos Estados Unidos, já foi identificado pelos meios de comunicação norte-americanos como sendo Cole Tomas Allen, um engenheiro mecânico de 31 anos, natural da Califórnia. O suspeito será presente a um tribunal esta segunda-feira, 27 de Abril, onde deverá enfrentar acusações graves.
Cole Allen, um engenheiro mecânico de 31 anos, natural da Califórnia, tem um perfil que revela uma vida aparentemente tranquila e integrada na sociedade. Um dos perfis online associados ao suspeito, na plataforma BlueSky, já desactivado, mostrava um homem claramente revoltado com a política da administração Trump, publicando várias mensagens de indignação sobre o rumo do país.
Na página LinkedIn, Cole Allen exibia uma biografia que o descrevia como engenheiro mecânico e informático, com uma paixão pela criação de videojogos, afirmando também ser professor, embora fosse descrito principalmente como um desenvolvedor de jogos independente.
Em 2017, o engenheiro terá terminado o curso no Instituto de Tecnologia da Califórnia, conforme confirmado pela própria instituição, embora não tenha sido possível verificar se o mesmo Cole Allen é o suspeito do ataque. No ano seguinte, terá completado um mestrado em ciência da computação na Universidade Estadual da Califórnia, Dominguez Hills, e terá ainda publicado um jogo intitulado "Bohrdom", descrito como um jogo de luta baseado na habilidade e sem conteúdo violento.
Segundo relatos dos órgãos de comunicação norte-americanos, Cole Allen tentou entrar no jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca este sábado, 25 de Abril, que contava com a presença de figuras eminentes, como o Presidente dos EUA, através de um detector de metais, o que gerou suspeitas imediatas entre os seguranças do local. No entanto, a situação tomou um rumo violento, culminando na troca de tiros com as autoridades.
Na sequência da detenção, o Presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais uma imagem do suspeito algemado, deitado de bruços no chão, logo após a captura.
Donald Trump, em entrevista à Fox News, afirmou que Allen tinha deixado um manifesto, antes do ataque, no qual expressava uma forte animosidade contra determinados grupos. Segundo o Presidente, o conteúdo do manifesto indicava que o agressor nutria um profundo ódio pelos cristãos e estava claramente perturbado. Aparentemente, o manifesto foi enviado à família minutos antes do ataque, revelando ainda a intenção de matar membros da administração Trump, a quem chamou de “criminosos”.
De acordo com o New York Post, que teve acesso a uma cópia do manifesto, este incluía uma lista de alvos, com um grau de prioridade que variava entre os mais altos e os mais baixos. Entre os pontos abordados, estavam críticas à política anti-imigração de Donald Trump, ao envolvimento dos Estados Unidos em conflitos internacionais e até ao escândalo de Jeffrey Epstein.
De acordo com a AFP, Cole Allen fez uma doação de 25 dólares um grupo ligado à campanha dos democratas, embora tenha seguido uma carreira profissional estável, tinha também opiniões políticas bem definidas e de algum modo radicais.
Este incidente levanta questões sobre a segurança de eventos públicos de grande escala e sobre a capacidade de detectar potenciais ameaças antes que elas se concretizem. As investigações continuam, e as autoridades já alertaram para a gravidade do ataque, que quase culminou numa tragédia durante um dos eventos mais importantes da comunicação política nos Estados Unidos.
O suspeito será presente a um tribunal esta segunda-feira, 27 de Abril, onde deve enfrentar acusações graves.
A Semana com RFI







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