sábado, 27 junho 2026

Após criticar Leão XIV, Trump mostra-se qual Jesus Cristo a curar doente

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Depois de ter tecido duras críticas ao Papa Leão XIV, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou uma fotografia gerada por inteligência artificial (IA), na qual se mostrou no papel de Jesus Cristo, a curar um doente.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teceu duras críticas ao Papa Leão XIV, esta segunda-feira, tendo atirado que, "se não estivesse na Casa Branca, [o Sumo Pontífice] não estaria no Vaticano"

Cerca de uma hora depois, o magnata publicou uma fotografia gerada por inteligência artificial (IA), onde se mostrava no papel de Jesus Cristo, a curar um doente. Na imagem, o presidente norte-americano surgia como se de Jesus Cristo se tratasse.

Banhado por uma luz dourada, é retratado a colocar uma mão na testa de um doente, que dorme. Uma enfermeira e uma mulher em oração aparecem ajoelhadas, enquanto dois homens que envergam uniformes militares observam a cena.

No fundo está ainda uma enorme bandeira dos Estados Unidos, um par de águias-carecas e um trio de caças, além de soldados possivelmente mortos em combate.

As críticas e a resposta

"O Papa Leão é FRACO no combate ao crime e péssimo em política externa. Fala do ‘medo’ da Administração Trump, mas não menciona o MEDO que a Igreja Católica, e todas as outras organizações cristãs, sentiram durante a Covid-19, quando estavam a deter padres, pastores e toda a gente por celebrarem missas, mesmo quando saíam ao ar livre e mantinham uma distância de três ou até seis metros", começou por acusar, numa longa mensagem publicada na Truth Social.

Trump admitiu inclusive, gostar "muito mais do seu irmão Louis do que dele, porque Louis é totalmente MAGA [apoiante da campanha de Trump, 'Make America Great Again']".

"Ele percebe e Leão não! Não quero um Papa que ache que não há problema em o Irão ter uma arma nuclear. Não quero um Papa que ache terrível que a América tenha atacado a Venezuela, um país que estava a enviar quantidades massivas de droga para os Estados Unidos e, pior ainda, a esvaziar as suas prisões, incluindo assassinos, traficantes de droga e homicidas, para o nosso país. E não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos porque estou a fazer exatamente aquilo para que fui eleito, POR MAIORIA ESMAGADORA, estabelecendo níveis de criminalidade historicamente baixos e criando o melhor mercado bolsista da história", continuou.

O chefe de Estado considerou ainda que "Leão devia estar grato porque, como todos sabem, foi uma surpresa chocante", já que "não constava em nenhuma lista para ser Papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era norte-americano". "Acharam que essa seria a melhor maneira de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano", atirou.

Trump admitiu também que não lhe agrada "o facto de Leão ser brando com o crime e com as armas nucleares", nem que se reúna "com simpatizantes de [Barack] Obama, como David Axelrod, um FRACASSADO da esquerda, que é um dos que queriam que os fiéis e os clérigos fossem detidos".

"Leão devia recompor-se como Papa, usar o bom senso, deixar de ceder à esquerda radical e concentrar-se em ser um grande Papa, não um político. Isto está a prejudicá-lo gravemente e, mais importante ainda, está a prejudicar a Igreja Católica!", rematou.

Entretanto, o Papa Leão XIV respondeu aos ataques de Trump, que acusou de "não compreender qual é a mensagem do Evangelho".

"Colocar a minha mensagem no mesmo plano que aquilo que o presidente tentou fazer aqui, penso que é não compreender qual é a mensagem do Evangelho", disse o Sumo Pontífice à Associated Press, a bordo do avião papal, esta manhã.

O primeiro Papa norte-americano assegurou que não recuará "em anunciar a mensagem do Evangelho e convidar todas as pessoas a procurarem formas de construir pontes de paz e reconciliação, e a procurarem formas de evitar a guerra sempre que for possível".

"Não vou entrar em debate. O que digo não pretende, de forma alguma, ser um ataque. A mensagem do Evangelho é muito clara: ‘Bem-aventurados os pacificadores’", disse. E rematou: "Não tenho medo da Administração Trump."

A antiga aliada de Trump e figura da direita radical Marjorie Taylor Greene foi das primeiras personalidades a reagir aos ataques do presidente, que condenou "veementemente".

"Na Páscoa Ortodoxa, o presidente Trump atacou o Papa porque este se opõe, com razão, à guerra de Trump no Irão e, em seguida, publicou esta fotografia sua, como se estivesse a substituir Jesus. Isto surge na sequência da publicação, na semana passada, da sua tirada maléfica na Páscoa e da ameaça de exterminar toda uma civilização. Condeno veementemente isto e estou a rezar contra tal!!!", escreveu, na rede social X (Twitter).

A Semana com NM

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