O acordo de cessar-fogo de duas semanas para travar a guerra no Irão parece ter sido abalado depois de o Irão ter voltado a fechar o Estreito de Ormuz, em resposta aos ataques israelitas no Líbano. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as forças americanas permanecerão "no local" até que Teerão cumpra integralmente o "verdadeiro" acordo de cessar-fogo.
A mais recente retórica no conflito surge depois de os EUA e o Irão terem reivindicado vitória no início desta semana, na sequência de um acordo de cessar-fogo de duas semanas, mas a onda de violência no Líbano ameaçou pôr em causa o entendimento.
Numa mensagem publicada nas redes sociais na manhã de hoje, 9, Trump afirmou que o aumento do número de navios de guerra e tropas dos EUA permanecerá em torno do Irão "até que o verdadeiro acordo alcançado seja totalmente cumprido".
"Se, por qualquer razão, não for cumprido, o que é altamente improvável, então o 'Shootin' Starts', maior e melhor e mais forte do que qualquer um já viu antes", escreveu Trump, reforçando que o país não poderá construir armas nucleares e que "o Estreito de Ormuz estará aberto e seguro".
Na quarta-feira, a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que o encerramento do Estreito de Ormuz, relatado dos media estatais iranianos, era "completamente inaceitável". Leavitt reiterou a "expetativa e exigência" de Trump de que o canal seja reaberto.
Irão acusa EUA de violar as condições do acordo
Os meios de comunicação social iranianos anunciaram novamente o encerramento do Estreito de Ormuz na quarta-feira, em resposta aos ataques israelitas contra o grupo militante Hezbollah no Líbano.
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, o fim da guerra no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo, uma afirmação que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e o presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitaram.







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