sexta-feira, 03 julho 2026

Venezuela aprova lei de amnistia histórica para presos políticos com várias exclusões

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A Assembleia Nacional da Venezuela, controlada pelo chavismo, aprovou na quinta-feira por unanimidade uma lei de amnistia que poderá permitir a libertação de centenas de presos políticos e o encerramento de processos judiciais relacionados com episódios de conflito político ocorridos desde 1999. A medida suscitou dúvidas entre organizações de defesa dos direitos humanos e setores da oposição devido aos limites que inclui.

A lei, promovida pelo governo liderado pela presidente em exercício, Delcy Rodríguez, foi apresentada como uma medida que visa a reconciliação e a coexistência política após anos de polarização. De acordo com o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, o objetivo é avançar para uma nova etapa política e facilitar a libertação dos detidos.

O irmão da presidente interina felicitou os deputados da Assembleia Nacional e disse esperar que a nova lei "seja auspiciosa para o novo momento político que o país deve atravessar".

O texto da Lei de Amnistia para a Convivência Democrática contempla a amnistia dos crimes considerados políticos ligados a diferentes crises e protestos ocorridos no país nas últimas décadas. No entanto, estabelece várias exclusões, incluindo casos relacionados com homicídio, tráfico de droga, violações graves dos direitos humanos, corrupção ou ações armadas apoiadas a partir do estrangeiro.

Organizações pedem garantias e mais inclusão

As organizações de direitos humanos e os setores da oposição avaliaram a medidacom cautela. Embora reconheçam que pode representar um passo em frente para algumas famílias, alertam para o facto de a lei deixar de fora muitos presos políticos e não garantir a restituição automática dos direitos políticos ou dos bens confiscados.

Algumas ONG apelaram também a uma maior transparência nos critérios de aplicação da amnistia e insistiram que o processo deveria ser alargado a todos os presos políticos.

De acordo com a ONG Foro Penal, mais de 400 pessoas foram libertadas da prisão desde o início de janeiro, embora ainda existam mais de 600 presos políticos no país. O governo afirma que o número de libertados é superior e argumenta que o processo continuará nas próximas semanas.

A aprovação da lei ocorre após vários dias de debate parlamentar e depois de familiares dos detidos terem realizado protestos para exigir uma amnistia mais ampla. As organizações da sociedade civil consideram que o verdadeiro impacto da medida dependerá da sua aplicação prática e do ritmo a que as novas libertações se efetuarem.

 

A Semana com Euronews

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Opiniões e Feedback

Miranda
10 days 18 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
13 days 3 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
17 days 8 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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