Arranca hoje, 11 de Fevereiro, o Conselho Executivo da União Africana, que reúne os ministros dos Negócios Estrangeiros e responsáveis governamentais dos Estados-membros, com o objectivo de preparar a próxima cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização pan-africana, prevista para 14 e 15 de Fevereiro.
Durante dois dias, o Conselho Executivo irá debruçar-se sobre questões políticas, económicas e de segurança, com destaque para a integração regional, a paz e segurança no continente, o financiamento da União Africana e o acompanhamento da implementação da Agenda 2063, o quadro estratégico de desenvolvimento a longo prazo de África.
A próxima cimeira vai marcar o fim da presidência angolana da União Africana e o início do mandato do Burundi. Évariste Ndayishimiye vai herdar do seu antecessor, João Lourenço, pasats como o conflito entre a República Democrática do Congo e o Ruanda. É a primeira vez que o pequeno país dos Grandes Lagos assume a liderança da União Africana.
O conflito no Sudão é um dos maiores desafios da cimeira. Segue-se o reconhecimento da Somalilândia por Israel, a 26 de Dezembro de 2026, aumentando o risco de encorajar movimentos separatistas.
A situação política na Guiné-Bissau, suspensa da União Africana na sequência da tomada do poder pelos militares, também deverá ser debatida. Esta cimeira fica ainda marcada pelo fim da suspensão da Guiné-Conacri e do Gabão, que podem assim regressar ao seio da organização.
A cimeira dos chefes de Estado ficará ainda marcada pela presença da presidente do Conselho de Ministros de Itália. Giorgia Meloni deverá discursar na sessão de abertura. A líder italiana desloca-se a Addis Abeba para reforçar o Plano Mattei, destinado a fomentar o investimento em África, lançado em Janeiro de 2024. Nesse sentido, no dia 13 de Fevereiro, sexta-feira, decorre na capital etíope a segunda Cimeira Itália–África.
A Semana com RFI







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