domingo, 28 junho 2026

Ministro do Mar propõe comissão mista Cabo Verde – Marrocos na “Seafood 4 África”

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O ministro do Mar propôs hoje a criação de uma Comissão Mista de Economia Azul e uma Câmara de Comércio Cabo Verde–Marrocos, reforçando investimento, cooperação empresarial e integração regional no sector das pescas africanas.

Jorge Santos falava na abertura da segunda edição da “Seafood 4 África”, em Dakhla (Marrocos).

O governante sublinhou que estas estruturas podem reforçar a transferência de conhecimento, dinamizar parcerias empresariais e acelerar a integração regional no domínio das cadeias de valor pesqueiras.

O encontro decorre sob o lema “Construindo cadeias de valor pesqueiras africanas sustentáveis, inovadoras e de alto desempenho”.

Jorge Santos destacou que o tema reflete os principais desafios e oportunidades do continente, que dispõe de vastos recursos haliêuticos, capital humano jovem e grande potencial ainda por explorar na criação de valor, emprego qualificado e riqueza ao longo de toda a cadeia produtiva. 

O ministro realçou o caráter integrado da “Seafood 4 África”, que conjuga reflexão estratégica, exposição tecnológica e promoção de parcerias.

Considerou que só através da articulação entre políticas públicas eficazes, investimento privado, inovação tecnológica e cooperação regional será possível transformar o setor das pescas num motor de desenvolvimento sustentável em África. 

Ao referir-se a Cabo Verde, recordou que o país é um grande Estado oceânico, com mais de 99,3% do território constituído por mar, uma Zona Económica Exclusiva de 734.265 quilómetros quadrados e uma posição geoestratégica relevante no Atlântico.

Por isso, sublinhou, o mar é pilar da economia, factor de segurança alimentar e elemento central da identidade nacional. 

Segundo o ministro do Mar, a economia azul representa atualmente mais de 20 por cento (%) do PIB nacional, com destaque para o turismo marítimo e costeiro, transportes e logística marítima, bem como a pesca, transformação e comercialização de produtos pesqueiros, defendendo, contudo, uma maior agregação de valor local através de cadeias de processamento robustas e competitivas.

Jorge Santos identificou ainda três eixos estratégicos para o futuro da economia azul africana, nomeadamente, o desenvolvimento do capital humano, o reforço do financiamento da economia azul e a construção de um sistema portuário regional competitivo, baseado na complementaridade, integração funcional e eficiência logística. 

Na mensagem final, reafirmou a disponibilidade de Cabo Verde para colaborar ativamente nas dinâmicas regionais e continentais, promovendo parcerias Sul-Sul, cooperação regional e comércio intra-africano, e sublinhou que encontros como a “Seafood 4 África” são decisivos para consolidar um setor das pescas africanas mais resiliente, inclusivo, competitivo e sustentável.

 

A Semana com Inforpress

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Opiniões e Feedback

Miranda
6 days 12 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
8 days 22 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
13 days 2 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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