O Governo cabo-verdiano autorizou um financiamento complementar de 8,21 milhões de euros para reforçar as intervenções de recuperação nas ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, afetadas pela tempestade Erin, em agosto de 2025.
Obras de reparação do Palácio da Justiça e do Centro Cultural do Mindelo, a reconstrução de várias escolas do ensino básico, estradas e outros equipamentos públicos são as intervenções prioritárias.
“É autorizado o Ministério das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH) a realizar as despesas necessárias à execução das intervenções referentes ao financiamento complementar do plano estratégico de resposta e recuperação das ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau”, indica-se na resolução publicada no Boletim Oficial na quinta-feira, que entra em vigor esta sexta-feira.
O montante destina-se à celebração de contratos-programa e protocolos com entidades gestoras e à reparação de infraestruturas públicas, equipamentos coletivos e estabelecimentos de ensino danificados pelo mau tempo.
O reforço resulta de uma reavaliação dos prejuízos e das necessidades durante a execução do plano inicial, aprovado em setembro e outubro de 2025, com um valor global de quatro mil milhões de escudos (cerca de 36,28 milhões de euros).
Entre as intervenções prioritárias constam as obras de reparação do Palácio da Justiça e do Centro Cultural do Mindelo, a reconstrução e reabilitação de várias escolas do ensino básico, bem como a recuperação de estradas e outros equipamentos públicos.
Devido à urgência das obras, os procedimentos de contratação pública vão decorrer em regime excecional.
Na madrugada de 11 de agosto de 2025, as três ilhas foram afetadas por uma onda tropical que provocou “estragos significativos”, com enxurradas, inundações, derrocadas, deslizamentos de terras e destruição de vias públicas e habitações, que em São Vicente causaram nove mortos.
Em outubro, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, apelou, num encontro com parceiros internacionais em São Vicente, ao apoio da comunidade internacional ao investimento em ação climática, para que eventos extremos como o de agosto não comprometam a estabilidade macroeconómica e a vida do país.
A Semana com Observador/Lusa







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