segunda-feira, 15 junho 2026

Nigéria concede asilo ao candidato guineense Fernando Dias

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A Nigéria decidiu conceder asilo e proteção ao candidato presidencial da oposição guineense Fernando Dias, anunciou esta segunda-feira o Ministério nigeriano dos Negócios Estrangeiros, após golpe da semana passada.

De acordo com o jornal Premium Times, que cita o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, o Presidente Bola Tinubu aprovou a decisão de colocar Fernando Dias da Costa sob proteção nas instalações da Embaixada nigeriana na Guiné-Bissau, após relatos de ameaças à integridade física do candidato.

A decisão reflete o compromisso da Nigéria em salvaguardar os processos democráticos e garantir a segurança dos atores políticos na região, é referido numa carta endereçada ao presidente da Comissão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Omar Alieu Touray, datada de 30 de novembro e assinada pelo ministro Yusuf Tuggar, citada pelo mesmo jornal.

"A decisão do Sr. Presidente é uma medida proativa para garantir a segurança do Sr. Da Costa em resposta a ameaças iminentes à sua vida", lê-se na carta.

A decisão "sublinha o nosso firme compromisso em salvaguardar as aspirações democráticas e a vontade soberana do bom povo da República da Guiné-Bissau", é ainda acrescentado.

O candidato Fernando Dias já confirmou à DW o anúncio de concessão de asilo e proteção feito pela Nigéria. Na semana passada, o candidato independente às presidenciais disse, numa entrevista exclusiva à DW, que está escondido por temer pela própria segurança, acusando as forças militares de terem interrompido o processo eleitoral e instalado um "presidente de transição" à margem da Constituição.

Militares libertam magistrados e membros da CNE

Os cinco magistrados do Ministério Público e os membros do secretariado da Comissão Nacional de Eleições (CNE), que estavam detidos por militares na Guiné-Bissau, foram hoje libertados, disse à agência de notícias Lusa o bastonário da Ordem de Advogados guineense, Januário Correia.

Os magistrados, elementos que também participam na fiscalização das eleições na Guiné-Bissau, foram detidos na quarta-feira passada por militares aquando do golpe de Estado que destituiu os órgãos do poder civil e suspendeu o processo eleitoral em curso.

Na altura, não foram indicadas as razões da detenção dos cinco magistrados, que se encontravam na Segunda Esquadra de Bissau.

 

A Semana com DW África 

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