terça-feira, 16 junho 2026

Hamas diz que permite assistência a reféns se Israel suspender ataques aéreos e abrir corredores humanitários

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O grupo Hamas anunciou a disponibilidade para coordenar com o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) a entrega de ajuda humanitária aos reféns que mantém em Gaza, desde que Israel aceite duas condições: a suspensão dos bombardeamentos aéreos e a abertura permanente de corredores humanitários.

A declaração surgiu após a divulgação de um segundo vídeo em dois dias do refém israelita Evyatar David, que aparece visivelmente debilitado a escavar o que afirma ser a sua própria cova. A gravação gerou uma onda de indignação internacional, com países como França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos a exigirem ação imediata. O Conselho de Segurança da ONU agendou para esta terça-feira, 5 de agosto, uma sessão especial sobre a situação dos reféns.

Israel estima que 50 reféns ainda se encontram em Gaza, dos quais apenas 20 estarão vivos, escreve a agência Reuters. Até agora, o Hamas tem impedido qualquer contacto das organizações humanitárias com as pessoas mantidas em cativeiro. O Fórum das Famílias dos Reféns, que representa os familiares dos reféns retidos em Gaza, afirmou que "o Hamas mantém inocentes em condições desumanas há mais de 660 dias" e exige a sua libertação imediata.

Enquanto isso, a crise humanitária em Gaza agrava-se. Segundo o Ministério da Saúde local, seis pessoas morreram nas últimas 24 horas devido a fome ou desnutrição, elevando o total para 175 mortes desde o início da guerra, incluindo 93 crianças.

Israel permitiu no domingo a entrada de quatro camiões-cisterna de combustível da ONU, destinados a manter hospitais, padarias e cozinhas comunitárias a funcionar. O COGAT, o organismo militar israelita que coordena a ajuda, afirma que mais de 23.000 toneladas de assistência entraram em Gaza na última semana, mas centenas de camiões ainda não chegaram aos pontos de distribuição devido à instabilidade no terreno.

A ONU considera que os lançamentos aéreos de ajuda são insuficientes e insiste que Israel deve permitir o acesso por terra para evitar a fome generalizada entre os 2,2 milhões de habitantes de Gaza, a maioria deslocados.

A Semana com Diário de Notícias

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