Subiu para 11 o número de arguidos colocados em prisão preventiva no âmbito do processo relacionado com a alegada rede de exploração sexual de menores desmantelada na semana passada na ilha do Sal, em Cabo Verde, durante a Operação Aurora da Polícia Judiciária.
Além dos 11 arguidos em prisão preventiva, outras quatro pessoas ficaram sujeitas a medidas de coacção, incluindo apresentações periódicas às autoridades, proibição de saída do país, obrigação de permanência na ilha do Sal e interdição de contacto com as vítimas.
O mais recente suspeito foi detido, segundo a RFI, no domingo, 31 de Maio, no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, quando desembarcava de um voo proveniente de Lisboa. Após ser presente ao Tribunal da Comarca do Sal para primeiro interrogatório judicial, foi-lhe aplicada a medida de coacção mais gravosa, ficando a aguardar julgamento em prisão preventiva.
Ao reagir ao caso, a presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente (ICCA), Zaida Morais de Freitas, considerou a situação "gravíssima", "inaceitável" e "inadmissível". A responsável sublinhou a necessidade de uma maior vigilância por parte da sociedade, lamentando que a alegada rede tenha actuado durante tanto tempo sem que tivesse sido denunciada. "Isto é uma situação gravíssima, inaceitável e inadmissível, que não pode existir na nossa sociedade. Também registamos com indignação o facto de esta situação ter perdurado durante tanto tempo sem que nenhum adulto, nenhum vizinho e ninguém na comunidade denunciasse. Temos de ter comunidades mais vigilantes", afirmou.
Conforme a mesma fonte, a presidente do Instituto Cabo-verdiano da Criança e do Adolescente também manifestou a expectativa de que os alegados responsáveis e todos os envolvidos no esquema venham a ser condenados pela justiça.
Além dos 11 arguidos em prisão preventiva, outras quatro pessoas ficaram sujeitas a medidas de coacção, incluindo apresentações periódicas às autoridades, proibição de saída do país, obrigação de permanência na ilha do Sal e interdição de contacto com as vítimas.







Cabo Verde não é paraíso turístico de pedófilos
Esta porra tem de ser tratada como crime organizado, não como “escândalo de ocasião” para aparecer dois dias nas manchetes e depois morrer no silêncio habitual.O Sal é uma ilha turística, com circulação de dinheiro, estrangeiros, intermediários, casas alugadas, hotéis, bares, transportes e gente que sabe muito bem o que se passa. Quando menores entram numa rede de exploração sexual, há sempre mais do que os predadores directos: há quem recruta, quem facilita, quem transporta, quem recebe, quem cala e quem finge que não viu.
E aqui o Estado tem de ir até ao osso: investigar estrangeiros residentes, turistas reincidentes, redes de alojamento, pagamentos, telemóveis, mensagens, transferências e ligações com outras ilhas ou fora do país. Porque pedofilia com menores vulneráveis não é “caso isolado”; é mercado criminoso.
Cabo Verde não é quintal sexual de ninguém. Quem veio ao país comprar miséria infantil deve sair daqui algemado, julgado e exposto judicialmente, sem diplomacia fofinha, sem medo de embaixadas, sem protecção de gente com nome bonito. Menor é menor. Predador é predador. E cúmplice também é criminoso.
Terms & Conditions
Report
My comments