segunda-feira, 15 junho 2026

União Europeia pede fim do controlo e isolamento dos cubanos

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A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, apelou esta quinta-feira ao fim do “controlo” e “isolamento” do povo cubano, atingido por uma profunda crise económica e sob crescente pressão dos Estados Unidos.

“A nossa posição será sempre baseada nos princípios estabelecidos na nossa Constituição, que contemplam, naturalmente, a autodeterminação dos povos e, naturalmente, a resolução pacífica dos conflitos, entre outros princípios”, disse o funcionário em resposta a perguntas dos jornalistas.

“Após décadas de má gestão e repressão política, a crise económica em Cuba está a atingir um verdadeiro ponto de rutura. O povo cubano merece oportunidades e liberdade, não controlo e isolamento”, disse a responsável da União Europeia numa conferência de imprensa na Cidade do México, por ocasião da oitava cimeira UE-México que decorre na sexta-feira na capital mexicana.

“Para nós é importante que a população cubana tenha o direito de decidir e é claro que a repressão política deve acabar (…) para que o povo cubano tenha as oportunidades que merece”, disse a alta representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança.

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros do México, Roberto Velasco, reiterou que a posição do país sobre a crise cubana é a “solução pacífica dos conflitos” e a “autodeterminação dos povos.

A nossa posição será sempre baseada nos princípios estabelecidos na nossa Constituição, que contemplam, naturalmente, a autodeterminação dos povos e, naturalmente, a resolução pacífica dos conflitos, entre outros princípios”, disse o funcionário em resposta a perguntas dos jornalistas.

Sem se referir à acusação por homicídio contra o antigo presidente cubano Raúl Castro, anunciada na quarta-feira pelo Departamento de Justiça dos EUA, Velasco sublinhou que, na reunião realizada com Kallas, concordaram “na importância de manter a cooperação humanitária que permita ao povo cubano ter acesso a serviços básicos“.

A ajuda humanitária “permite, claro, que tenham uma vida digna como todas as pessoas merecem”, acrescentou.

A acusação contra Castro, de 94 anos, que deixou de presidir a Cuba em 2018, é um novo passo na campanha de pressão sobre a ilha, que se intensificou desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, com novas ameaças e com o bloqueio da chegada de crude ao país, o que agravou a crise energética e humanitária.

Washington está a pressionar Havana para implementar reformas económicas na ilha, enquanto impõe um bloqueio que impede a chegada de petróleo bruto ao país e ameaçou em várias ocasiões tomar o controlo da ilha.

O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou na quarta-feira que a acusação contra o seu antecessor é “uma ação política, sem qualquer base legal, que apenas procura aumentar” o argumento “para justificar a loucura de uma agressão militar”.

A Semana com Observador/Lusa

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