terça-feira, 16 junho 2026

Cabo Verde e ONU assinam plano em três áreas para maior desenvolvimento

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As Nações Unidas em Cabo Verde vão reforçar o trabalho com as autoridades cabo-verdianas através de um plano para 2026, de cerca de 17 milhões de euros, focado na transformação digital, economia azul e reforço do desenvolvimento local.

 
O plano de trabalho assinado tem um montante de 20,3 milhões de dólares (17,55 milhões de euros), dos quais 14,6 milhões (12,61 milhões de euros) já estão mobilizados, e "resulta de um processo de planificação participativo que envolveu instituições públicas, municípios, sociedade civil e setor privado, orientado para resultados concretos".
 
 

"O ano de 2026 é o penúltimo deste ciclo de cooperação entre as Nações Unidas e Cabo Verde. É um ano para integrar, acelerar e transformar. Temos três áreas que são aceleradores-chave: a transformação digital, a economia azul e o desenvolvimento local", afirmou, segundo NM que cita Lusa, a coordenadora residente das Nações Unidas, Patrícia Portela de Souza, na cidade da Praia, durante a reunião anual que incluiu a assinatura do plano de trabalho conjunto.

Segundo a responsável, a transformação digital visa modernizar os sistemas públicos, digitalizar serviços essenciais e reforçar as capacidades tecnológicas de pessoas e instituições, alinhando-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na economia azul, considerada um "motor de crescimento" para o país, o plano prevê investimentos em áreas como pesca sustentável, valorização das cadeias produtivas e apoio a empreendedores do setor marítimo, apesar dos desafios decorrentes da "pressão sobre os recursos e da vulnerabilidade do país às alterações climáticas".

No domínio do desenvolvimento local, serão fortalecidas iniciativas que promovam a inclusão social e o acesso a serviços em todas as ilhas, com atenção especial a mulheres, jovens, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

Conforme a mesma fonte, o plano prevê ainda apoio a cadeias de valor agrícola, mapeamento de risco climático em 17 dos 22 municípios e plataformas que conectem a diáspora a projetos locais de saúde, educação e empreendedorismo.

Segundo Patrícia Portela de Souza, o objetivo é atingir 100% de execução financeira do plano, após uma taxa de 83% registada em 2025, explorando modelos inovadores de gestão e apoio técnico institucional para acelerar as ações e alcançar as comunidades mais remotas do arquipélago.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Luís Livramento, destacou que a parceria com o sistema das Nações Unidas tem contribuído para ganhos significativos em áreas como redução da pobreza, acesso à educação, cuidados de saúde, água, energia, habitação e segurança alimentar.

O plano de trabalho assinado tem um montante de 20,3 milhões de dólares (17,55 milhões de euros), dos quais 14,6 milhões (12,61 milhões de euros) já estão mobilizados, e "resulta de um processo de planificação participativo que envolveu instituições públicas, municípios, sociedade civil e setor privado, orientado para resultados concretos".

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