segunda-feira, 22 junho 2026

Brava: Autarca diz que Isolamento trava desenvolvimento económico da ilha

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O presidente da Câmara Municipal da Brava considerou esta terça-feira que a ilha está completamente “desamparada e isolada”, salientando que a falta de ligação com as outras ilhas impede o seu crescimento económico e o seu processo de desenvolvimento.

 

“A população teme agora o impacto da crise nas festividades de Natal e Fim de Ano, bem como as consequências de um mau ano agrícola, sobretudo para as famílias mais vulneráveis”, frisou.

 

Amândio Brito, que falava à comunicação social, salientou que os operadores económicos locais também demonstram desespero, afirmando que já não conseguem suportar a actual situação.

Várias casas de negócios foram obrigadas a encerrar portas, resultando em desemprego e dificuldades para muitas famílias.

Conforme o autarca, as lojas encontram-se frequentemente vazias, faltando produtos de primeira necessidade como água, milho para animais e outros bens essenciais.

A falta de transporte regular tem provocado atrasos na chegada de mercadorias, com comerciantes a relatarem que as suas cargas demoram semanas ou até meses para chegar à ilha.

“A população teme agora o impacto da crise nas festividades de Natal e Fim de Ano, bem como as consequências de um mau ano agrícola, sobretudo para as famílias mais vulneráveis”, frisou.

Entretanto, o edil admitiu que as melhorias que por vezes ocorrem são sempre de pouca duração, não são sustentáveis e não dão confiança a ninguém.

Além da falta de transporte, acrescentou que os bravenses destacam o elevado custo de vida na ilha. 

“Tudo é mais caro na Brava, os produtos básicos, os materiais de construção e isso numa ilha onde o poder de compra é muito mais fraco”, relatou.

A situação, segundo o autarca, tem agravado e o isolamento tem comprometido o desenvolvimento económico e social local.

O edil afirmou que a ausência de soluções sustentáveis para os problemas de transporte, água e saúde, é apontada como a principal barreira ao progresso da ilha.

“Sem resolver estes três problemas, a Brava corre o risco de se tornar uma ilha desabitada. Estamos a perder os nossos jovens, as nossas energias e o futuro”, alertou, apelando à intervenção urgente dos poderes local e central.

 “Estamos com o povo e sempre com ele, em todos os momentos. Fomos eleitos para servir a todos eles,seja qual for o momento”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

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