quarta-feira, 24 junho 2026

Oceanos: PR diz que conferência vai permitir fazer uma gestão sustentável dos recursos marinhos

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A IV Conferência sobre a Década do Oceano vai permitir conhecer melhor o oceano e como fazer uma gestão sustentável dos recursos marinhos no mundo e particularmente em Cabo Verde, disse José Maria Neves.

O acto de boas-vindas está a ser aproveitado para preparar a conferência em si e para mostrar a riqueza da gastronomia das ilhas do Fogo e da Brava. Durante a sua participação na actividade de boas-vindas, que coincidiu com o encerramento da semana de pré-eventos, José Maria Neves destacou a importância da conferência, não só para a promoção do conhecimento sobre o oceano, mas também como uma oportunidade para dar visibilidade à riqueza cultural e gastronômica das duas ilhas.

O Presidente da República, que chegou no final da tarde de quinta-feira à ilha do Fogo e participou logo à noite na actividade de boas-vindas aos participantes “welcome to Fogo e Brava”, lembrou que “Cabo Verde é um país oceânico onde quase tudo é mar e quase tudo o azul”.

Reconhecendo que o arquipélago tem no mar uma riqueza enorme, o chefe de Estado disse que há que trabalhar para tornar estas potencialidades numa grande riqueza para a diversificação da economia nacional e para o desenvolvimento do país.

A IV Conferência Internacional sobre os Oceanos é um evento que reúne especialistas, líderes políticos, organizações da sociedade civil e cidadãos de várias partes do mundo que continuam a chegar à ilha.

O acto de boas-vindas está a ser aproveitado para preparar a conferência em si e para mostrar a riqueza da gastronomia das ilhas do Fogo e da Brava. 

Durante a sua participação na actividade de boas-vindas, que coincidiu com o encerramento da semana de pré-eventos, José Maria Neves destacou a importância da conferência, não só para a promoção do conhecimento sobre o oceano, mas também como uma oportunidade para dar visibilidade à riqueza cultural e gastronômica das duas ilhas.

“É um momento importante. Pessoas de todo o mundo estão a chegar e é momento de nos prepararmos para a conferência em si e também para mostrar a riqueza da gastronomia foguense”, afirmou o chefe de Estado, reforçando que Cabo Verde, como país oceânico, deve transformar as suas potencialidades marítimas numa alavanca para a diversificação da economia e para o desenvolvimento sustentável.

José Maria Neves sublinhou ainda a necessidade “urgente” de uma nova fase de descentralização, especialmente cinquenta anos após a independência, permitindo que as ilhas tenham mais poder, mais recursos e maior protagonismo nas decisões nacionais.

“Já não faz sentido que muitas coisas sejam centralizadas na Praia. É preciso transferir competências, dar protagonismo às ilhas, às pessoas, criar dinâmicas de crescimento regional”, defendeu.

A IV Conferência, além de uma semana de pré-eventos, que é uma inovação na sua organização, também foi descentralizada e abrangendo as ilhas do Fogo e Brava, como forma de reforçar a inclusão regional e a descentralização.

“Em cada conferência estamos inovando e a crescer. Esta é uma conferência muito mais rica, com mais experiência e há os pré-eventos para mobilizar os cidadãos e a sociedade civil em torno dos ideais da própria conferência”, disse.

O presidente da Câmara de São Filipe e da Associação dos Municípios do Fogo e da Brava, Nuías Silva, expressou entusiasmo com a realização do evento, que representa, segundo disse, uma montra da identidade e do potencial da Região Fogo/Brava.

“São Filipe é o município que une e abraça e quer acolher e unir cada vez mais pessoas. Este momento é o início desta grande conferência, dando a conhecer a nossa cultura, a nossa gastronomia, um pouco daquilo que é a Ilha do Fogo e a Ilha da Brava, que juntas querem formar uma região pujante”, afirmou.

Nuías Silva destacou ainda o simbolismo da realização da conferência na Região do Fogo/Brava, considerando o espaço ideal para discussões sobre ciência, biodiversidade e preservação dos oceanos, temas cada vez mais urgentes no cenário global.

A conferência, que tem como palco de encerramento a paisagem natural de Chã das Caldeiras, deverá impulsionar o debate científico e político sobre o oceano, promovendo o intercâmbio de saberes e soluções sustentáveis para a conservação marinha e para o futuro das ilhas cabo-verdianas e da humanidade.

Durante a actividade de boas-vindas os participantes tiveram a oportunidade de degustar produtos gastronómicos das ilhas do Fogo e da Brava, desde milho verde passando por doces, queijos, vinhos e outros, assim como visitar produtos artesanais ao som da música tradicional das duas ilhas.

 

A Semana com Inforpress

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Miranda
1 day 19 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
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Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
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A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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