quarta-feira, 24 junho 2026

Marcelo falou com Sissoco sobre expulsão de jornalistas e defende fraternidade na CPLP

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O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou que falou várias vezes com o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, sobre a expulsão de jornalistas da agência Lusa, da RTP e da RDP da Guiné-Bissau.

“Como sabem, a minha posição sobre a CPLP, com relação às relações bilaterais, é de que, de parte a parte, tudo se deve fazer, qualquer que seja o Presidente, o primeiro-ministro, o Governo, a situação num país ou noutro, e já houve N, para salvaguardar aquilo que é uma fraternidade, é uma amizade fraternal. É assim, e deve continuar assim”, acrescentou.
 
 
 

Em resposta a perguntas dos jornalistas, à saída da livraria Brotéria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa nada quis adiantar sobre o assunto, neste momento, mas defendeu que “tudo se deve fazer” para preservar a fraternidade entre países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Interrogado se já falou com o Presidente da Guiné-Bissau sobre a expulsão das delegações de órgãos de comunicação social portugueses e suspensão das respetivas emissões, desde 15 de agosto, por decisão do Governo guineense, o chefe de Estado respondeu: “Várias vezes, várias vezes já falei, depois disso”.

“Eu agora não tenho nada a dizer. O Governo português tomou uma posição, em determinado momento, depois houve o encontro dos senhores ministros de Negócios Estrangeiros e houve um comunicado relativamente às relações entre os dois países”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente português referiu que, na próxima semana, à margem da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, “haverá oportunidade, porque é uma tradição, de haver o encontro dos representantes dos Estados de língua oficial portuguesa, quer a nível bilateral, quer a nível multilateral”.

“Como sabem, a minha posição sobre a CPLP, com relação às relações bilaterais, é de que, de parte a parte, tudo se deve fazer, qualquer que seja o Presidente, o primeiro-ministro, o Governo, a situação num país ou noutro, e já houve N, para salvaguardar aquilo que é uma fraternidade, é uma amizade fraternal. É assim, e deve continuar assim”, acrescentou.

Em 18 de agosto, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, teve um encontro com o seu homólogo da Guiné-Bissau, Carlos Pinto Pereira, na sequência da expulsão das delegações da Lusa, da RTP e da RDP.

“Este encontro, organizado no sentido de envidarmos todos os esforços para se retomar a plena normalidade das relações bilaterais, decorreu de forma claramente construtiva, deixando a expectativa positiva de que a presente situação possa ser ultrapassada”, lê-se numa breve do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal divulgada após o encontro.

Nessa nota é feita referência ao comunicado de 15 de agosto em que o Ministério dos Negócios Estrangeiros repudiou a expulsão da comunicação social portuguesa, decisão que classificou como “altamente censurável e injustificável”, adiantando que ia pedir explicações ao Governo guineense.

Na livraria Brotéria, em Lisboa, Marcelo Rebelo de Sousa participou esta terça-feira na apresentação do livro A Mais Breve História do Ultramar, de David Moreira, que tem prefácio da sua autoria.

 

A Semana com Observador/Lusa

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Miranda
1 day 21 hours

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jmn
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