segunda-feira, 22 junho 2026

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EUA: Tiroteio perto da Casa Branca, Donald Trump denuncia "acto de terrorismo"

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Dois militares da Guarda Nacional foram atingidos, esta quarta-feira, 26, por disparos de arma de fogo em Washington, anunciou a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem. Um suspeito foi detido. O Presidente norte-americano qualificou o ataque como um "acto de terrorismo".

 

À noite, vários meios de comunicação norte-americanos, entre eles a NBC News e o Washington Post, avançaram que o suspeito é de nacionalidade afegã, informação confirmada por Donald Trump numa declaração em vídeo. Segundo o Presidente norte-americano, trata-se de "um estrangeiro que entrou no nosso país vindo do Afeganistão" e que "foi trazido para aqui pelo governo Joe Biden em Setembro de 2021".

 

 

A meio do dia, em pleno centro da capital norte-americana, num bairro de escritórios a duas ruas da Casa Branca, ecoaram disparos que feriram dois membros da Guarda Nacional. Donald Trump, encontrava-se na sua residência de Mar-a-Lago, na Florida, para os feriados de Thanksgiving, informou na sua plataforma Truth Social que os dois militares estavam "gravemente feridos".

Pouco depois do tiroteio, o governador da Virgínia-Ocidental, Patrick Morrisey, afirmou que os dois guardas tinham morrido devido aos ferimentos. Vinte minutos mais tarde, voltou atrás nas afirmações, alegando ter recebido "informações contraditórias" sobre o estado clínico das vítimas.

Em conferência de imprensa, o director do FBI, Kash Patel, esclareceu que os dois militares permanecem em "estado crítico".

O responsável da polícia de Washington, Jeffrey Carroll, explicou que "um suspeito chegou à esquina da rua, levantou a arma e disparou contra guardas nacionais" que se encontravam em patrulha. Outros militares conseguiram proceder, rapidamente, à detenção.

A autarca de Washington, Muriel Bowser, confirmou que os disparos foram dirigidos especificamente aos guardas nacionais.

À noite, vários meios de comunicação norte-americanos, entre eles a NBC News e o Washington Post, avançaram que o suspeito é de nacionalidade afegã, informação confirmada por Donald Trump numa declaração em vídeo. Segundo o Presidente norte-americano, trata-se de "um estrangeiro que entrou no nosso país vindo do Afeganistão" e que "foi trazido para aqui pelo governo Joe Biden em Setembro de 2021".

Na Florida, Donald Trump teceu críticas à política migratória, classificando a imigração como "a maior ameaça à segurança nacional". Acusou o antigo presidente Joe Biden de ter permitido a entrada de "milhões" de estrangeiros e anunciou que o seu governo vai "reexaminar" todos os indivíduos chegados do Afeganistão durante o mandato de Joe Biden.

De acordo com a Fox News, o suspeito, de 29 anos, tinha colaborado com o exército norte-americano e com a CIA no Afeganistão, tendo entrado nos Estados Unidos em Setembro de 2021, um mês depois do recuo das tropas americanas.

Donald Trump já tinha garantido que o autor dos disparos seria punido. Referindo-se ao suspeito, afirmou que este estava "gravemente ferido" e que "pagará muito caro" pelo que fez.

Jeffrey Carroll declarou não existir, por enquanto, conhecimento de qualquer motivo que explique o ataque.

A Casa Branca diz estar a acompanhar a situação, a zona foi imediatamente isolada, com dezenas de veículos policiais e forças de segurança federais e locais mobilizadas para o local.

O ataque acontece num período em que centenas de militares estão destacados na capital a pedido de Donald Trump, apesar da oposição das autoridades locais democratas. Segundo o Presidente, este reforço seria necessário para combater a criminalidade e apoiar os serviços federais de imigração (ICE).

Em meados de Novembro, estavam mobilizados 2 175 militares em Washington, segundo dados oficiais. A autarquia contestou judicialmente esta intervenção, acusando o governo federal de ultrapassar os seus poderes, e os tribunais deram-lhe razão na semana passada.

 

A Semana com RFI

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Miranda
7 hours 46 minutes

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