quarta-feira, 24 junho 2026

A ATUALIDADE

Nove candidatos disputam a partir de hoje liderança da moçambicana Renamo

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 A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) discute, a partir desta quarta-feira 16, a liderança do maior partido da oposição, com nove concorrentes aprovados, durante o sétimo congresso que reúne no centro do país cerca de 700 representantes do partido.

“Está tudo a postos. A maior parte dos congressistas já chegou e Alto Molócue é o centro das atenções”, disse à Lusa José Manteigas, porta-voz do partido.

O sétimo congresso, que decorre esta quarta e quinta-feira, em Alto Molócue, província da Zambézia, vai eleger os novos órgãos e o presidente do partido, cargo para o qual concorrem nove membros da formação política, de 10 candidaturas submetidas.

O atual presidente da Renamo, Ossufo Momade, disputa a liderança com Elias Dhlakama, irmão do líder histórico do partido (Afonso Dhlakama), Ivone Soares, deputada e antiga chefe de bancada parlamentar, André Magibire, antigo secretário-geral, Anselmo Vitor, chefe do departamento de formação e Alfredo Magumisse, membro da comissão política.

Juliano Picardo, presidente do conselho provincial de Tete, Pedro Murema, vogal do conselho provincial da cidade de Maputo e Hermínio Morais, membro da comissão política também estão na lista de candidatos à liderança do partido.

“Foi excluído o senhor Venâncio Mondlane porque não reúne requisitos, mas todos os outros que propuseram as suas candidaturas vão ser sufragadas pelo congresso”, referiu José Manteigas.

O conselho nacional da Renamo aprovou em abril o perfil do candidato à liderança do partido, exigindo, entre os requisitos, 15 anos de militância ininterrupta aos candidatos.

Com a aprovação do perfil, a candidatura do deputado Venâncio Mondlane - que em outubro passado foi o candidato da Renamo à autarquia de Maputo e que depois liderou dezenas de manifestações na rua contra os resultados eleitorais das eleições autárquicas - à liderança do partido torna-se impossível, já que o político só se juntou à Renamo em 2018, após abandonar o Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força política com assento parlamentar.

Venâncio Mondlane apresentou, na sequência, uma providência cautelar ao Conselho Constitucional (CC) exigindo a anulação deste perfil, assunto que, segundo o próprio, ainda não teve desfecho.

O líder atual do partido tem sido externa e internamente criticado devido a alegada inércia face a supostas irregularidades nas eleições autárquicas moçambicanas de outubro passado, sendo também acusado de negligência face à situação dos guerrilheiros do partido desmobilizados à luz do acordo de paz com o Governo.

Moçambique realiza em 09 de outubro eleições gerais, incluindo presidenciais, às quais já não pode concorrer o atual Presidente, Filipe Nyusi, por ter atingido o limite constitucional de dois mandatos.

Após a eleição do presidente, a Renamo terá de clarificar qual o candidato que vai apoiar ao cargo de Presidente da República nas eleições de outubro, que, por norma, é o líder do partido.

A Semana com Lusa

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Miranda
1 day 22 hours

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