terça-feira, 30 junho 2026

A ATUALIDADE

Fogo: Águabrava ultrapassa a meta de aumentar em 20 % a mobilização de água com exploração de três furos

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A Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava) ultrapassou a meta de aumentar em mais 20 por cento (%) a disponibilidade de água para a ilha do Fogo com a entrada em funcionamento de três dos cinco furos.

O administrador/delegado da Águabrava, Rui Évora, disse que a campanha de perfuração financiada pela empresa através de um empréstimo bancário no valor de 90 mil contos comporta a realização de cinco furos.

Dois furos em Tamarindo Nha Loba (Santo António), aclarou, para o reforço de abastecimento do circuito da zona norte, dois furos em Monte Genebra para o reforço de disponibilidade de água para a zona sul e um furo em Chã das Caldeiras para aumento do grau de segurança de abastecimento à população local.

Até a data foram concluídos integralmente três dos cinco furos, dois em Tamarindo Nha Loba e um em Monte Genebra, e encontra-se em execução o furo de Chã das Caldeiras, estando neste momento executado mais de 70 % e os trabalhos deverão ser concluídos durante o mês de Maio para depois terminar o segundo furo de Monte Genebra.

“Os três furos concluídos encontram-se equipados e em exploração, os dois furos de Tamarindo Nha Loba tem uma profundidade na ordem dos 220 metros e um sistema de adução de água com uma extensão com cerca de quatro quilómetros”, assinalou a mesma fonte.

Tal permite, continuou, a elevação de água à estação elevatória de Santo António para permitir o reforço de abastecimento de água a zona norte, Achada Malva e com possibilidade de reforçar o abastecimento à cidade de São Filipe”, disse o administrador/delegado.

A campanha de perfuração previa a mobilização de água que permitisse um aumento na ordem dos 20 % do volume explorado o que corresponde a mobilização de cerca de 800 metros cúbicos de água/dia, mas só com a exploração dos furos até agora integralmente concluídos a empresa ultrapassa a meta prevista com os cinco furos, salientou Rui Évora.

“Só a partir dos dois furos de Tamarindo Nha Loba a capacidade e disponibilidade de água é na ordem dos 650 a 700 metros cúbicos/dia”, declarou Rui Évora, o que corresponde, precisou, a um reforço de disponibilidade de água para a zona norte na ordem dos 40 %.

Com os dois furos de Genebra será possível, assegurou, mobilizar mais de 400 a 450 metros cúbicos/dia o que deverá corresponder a um aumento na ordem dos 20% do volume de água explorado para abastecer toda a zona sul.

Rui Évora disse que com a exploração, por enquanto, destes três furos, a Águabrava está em melhores condições para poder reforçar a regularidade e a previsibilidade no abastecimento de água em praticamente toda a ilha, sobretudo nos municípios de São Filipe e Santa Catarina do Fogo.

Com aumento da disponibilidade de água, neste momento a empresa disponibiliza mais de 90 litros de água/dia por pessoa na ilha do Fogo, acima do objectivo fixado que é na ordem dos 90 litros por pessoas.

Antes da entrada em funcionamento dos três furos, a empresa introduzia no sistema de adução e distribuição de água uma média de 4.300 a 4.400 metros cúbicos de água/dia.

Com a entrada em funcionamento e exploração dos três furos e dentro de pouco de mais dois a empresa passará a disponibilizar 5.300 a 5.400 metros cúbicos/dia de água para uma população na ordem dos 35 mil habitantes, referiu o administrador/delegado.

O objectivo em termos de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) relacionado com a água a ilha já atingiu esse desiderato, acrescentando que o Fogo representa uma das melhores taxas de cobertura de abastecimento de água canalizada.

“No ano de 2023 a taxa era na ordem dos 92,5% e julgo que agora é na ordem dos 96% para a Região Fogo/Brava e a taxa é capaz de ser uma das melhores de Cabo Verde”, declarou Rui Évora, sublinhando que na ilha do Fogo o único povoado desprovido do sistema de distribuição de água canalizada é Cabeça Fundão no município de Santa Catarina do Fogo.

Em relação a Chã das Caldeiras que ainda não tem ligações domiciliárias, Rui Évora referiu que foi construído uma rede de distribuição e falta ter a disponibilidade de água para alimentar essa rede para fazer com que a água chegue em casa das pessoas, salientando que neste momento a água é vendida através de três chafarizes.

“O esforço e a proposta da operadora é atingir os 100 % da cobertura e em parceria com os accionistas da empresa e câmara de Santa Catarina do Fogo vai criar as condições para que se avance com a execução do sistema de adução de água para Cabeça Fundão”, concluiu.

 

A Semana com Inforpress

18 de março 2024

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