terça-feira, 07 julho 2026

A ATUALIDADE

Mauro Andrade: «Foi um orgulho ver Cabo Verde lutar de igual para igual com a Argentina»

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Faltam dois jogos para o fim dos oitavos-de-final do Campeonato do Mundo de futebol masculino, entre eles o duelo entre a Argentina e o Egipto. Já não há nenhuma selecção lusófona em prova no Mundial de futebol: Portugal, Brasil e Cabo Verde já foram eliminados. Nos oitavos-de-final, Portugal acabou por ser derrotado pela selecção espanhola por 1-0 com um tento apontado pelo médio Mikel Merino em cima do minuto 90. A Espanha vai agora medir forças com a Bélgica que esmagou os Estados Unidos por 4-1, eliminado assim o último dos três países organizadores da prova. Ainda nos oitavos-de-final, o Brasil foi eliminado pela Noruega por 2-1 com dois tentos apontados pelo avançado norueguês Erling Haaland, enquanto o único golo marcado pelos brasileiros foi da autoria de Neymar de grande penalidade.   A Noruega vai agora defrontar a Inglaterra que eliminou um dos países organizadores, o México, por 3-2 num encontro que decorreu na cidade do México. De referir ainda que a França e Marrocos venceram os respectivos jogos nos oitavos, por 1-0 diante do Paraguai e por 3-0 frente ao Canadá, um dos três países organizadores. Ainda faltam dois jogos a realizar nos oitavos, inclusive o duelo entre a Argentina e o Egipto. Recorde-se que, nos dezasseis avos-de-final, a selecção de Cabo Verde acabou por ser eliminada pela Argentina, actual Campeã do Mundo, por 3-2 após prolongamento. Os Tubarões Azuis despedem-se deste Mundial sem nenhuma derrota no tempo regulamentar, nos 90 minutos de jogo, em quatros encontros: 0-0 frente à Espanha, 2-2 perante o Uruguai e 0-0 diante da Arábia Saudita, isto sem esquecer que o encontro com a Argentina terminou empatado a uma bola antes do prolongamento. A RFI falou com Mauro Andrade, médio do Clube Futebol Benfica em Portugal, que já representou o Juventude da Castanheira, o Belenenses, o Carregado, o SL Cartaxo, o Vilafranquense, o Coruchense, o GS Loures, o CD Fátima, o Torreense, o Lusitano GC e o Barreirense em território luso, bem como o Vélez CF em Espanha. Em entrevista exclusiva à RFI, Mauro Andrade, médio luso-cabo-verdiano de 29 anos, analisou as eliminações de Cabo Verde, nos dezasseis avos-de-final, e do Brasil, nos oitavos. A derrota do Brasil diante da Noruega é uma surpresa? Mauro Andrade: Para quem viu o jogo frente à Noruega, o que é que o Brasil tinha feito e o que tinha acontecido também já no jogo de estreia contra Marrocos, não surpreende. É um Brasil que não quer assumir o jogo, que adopta uma postura demasiado defensiva e passiva. Os tempos mudaram e as selecções, que outrora não tinham qualquer hipótese contra o Brasil, agora encaram o jogo de outra forma. Vimos uma Noruega sempre a acreditar que era possível e a jogar muito melhor, a praticar um futebol muito mais ofensivo, e claro, também, com a sorte do jogo, um penálti defendido e uma bola na barra. Mas isso faz parte. E foi o resultado que foi. Até onde pode ir uma equipa como a Noruega? Acho que pode ir longe. Acho que pode acreditar, porque vê-se que é um grupo que está muito coeso e tendo um jogador como o Haaland que pode decidir um jogo a qualquer momento, acho que pode acreditar. A partir de agora é fase a eliminar, é só um jogo por eliminatória, por isso acho que pode e deve sonhar. Qualquer das selecções que ainda estão nos oitavos e nos quartos podem vencer este Mundial? Sim, acho que qualquer equipa num dia bom pode vencer. Neste Mundial, temos visto cada vez mais que as diferenças estão encurtadas entre os favoritos e os não favoritos. O México-Inglaterra foi por uma unha. Não temos visto jogos fáceis. Portanto, acho que qualquer equipa tem a capacidade de ganhar o Mundial. Cabo Verde acaba este Mundial sem perder no tempo regulamentar, nos 90 minutos. Acaba por ser um orgulho ver Cabo Verde sair desta maneira? Sim, é um orgulho. Acho que Cabo Verde é uma das grandes histórias deste Mundial. Começam logo com um empate contra a Espanha (ndr: 0-0), que demonstrou parte do que eles eram enquanto equipa. Uma capacidade de resiliência, de coesão, de espírito de grupo, em que passaram os 90 minutos praticamente a defender e que saíram ali uma ou duas vezes em transição. Mas mais que isso, e o que se calhar ninguém estava à espera, é que no jogo contra a Argentina não foi só isso. Não foi só defender. Cabo Verde esteve vários períodos em que conseguiu ter a bola, em que conseguiu bater a pressão da Argentina. O segundo golo de Cabo Verde é uma obra de arte, tanto na finalização quanto na jogada desde o início. Por isso, acho que é um orgulho. Acho que é por isso que nós amamos o futebol. Nós vemos que, de repente, uma equipa, que é estreante, está de igual para igual contra a actual Campeã do mundo. Foi um dos melhores jogos que eu já vi, emocionei-me bastante e foi um orgulho. O mais difícil começa agora: repetir a presença no Mundial? Creio que sim. Acho que agora o mundo está expectante para ver o que Cabo Verde vai fazer nas próximas competições, seja Mundial ou CAN (ndr: Campeonato Africano das Nações). Eu adorava que Cabo Verde traçasse agora um caminho, tal como fez Marrocos nos últimos anos, de grande investimento na federação, nas camadas jovens, nas infra-estruturas, para que Cabo Verde em Mundiais e em fases finais de CAN seja uma realidade para as próximas décadas. A Semana com RFI

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Miranda
15 days 6 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
17 days 16 hours

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

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A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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