sexta-feira, 03 julho 2026

A ATUALIDADE

608 mil imigrantes conseguiram regularização extraordinária em Espanha

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Perto de 1,75 milhões de imigrantes em Espanha aderiram ao processo de regularização extraordinário lançado pelo Governo e cerca de 608.000 já têm uma resposta positiva, válida inicialmente por um ano, anunciaram hoje as autoridades. O processo foi aberto em 16 de abril e o prazo para estrangeiros apresentarem pedidos para regularizar a situação em que vivem e trabalham em Espanha terminou na terça-feira, 30 de junho. O Governo espanhol já tinha divulgado que os pedidos superavam um milhão e confirmou agora que o número final é 1.174.978, sendo 67% de pessoas oriundas de países da América Latina e a nacionalidade mais representada a colombiana (26%). Por outro lado, cerca de 608.000 pedidos já tiveram resposta positiva, o que significa que esses imigrantes possuem agora uma autorização de residência e trabalho em Espanha válida por ano, conseguida dentro deste processo extraordinário. Essa autorização terá depois de ser renovada ao abrigo da lei geral de imigração. Segundo os dados do Governo, a região com mais pedidos de regularização é a Catalunha (257.000), seguida por Madrid (202.000), Comunidade Valenciana (167.000) e Andaluzia (161.000). O primeiro-ministro espanhol considerou esta semana que os números de pedidos de regularização provam que este processo extraordinário era uma medida necessária. "Queremos que o mundo veja Espanha como um país que respeita, protege e garante os direitos humanos", afirmou Pedro Sánchez, acrescentando que este processo é também "uma decisão boa para a economia" do país. O líder do Governo reconheceu que há desafios relacionados com a integração e apresentou na terça-feira um Plano de Integração e Cidadania, para o qual o executivo pretende destinar 500 milhões de euros no primeiro ano de execução. Quando anunciou o processo extraordinário de regularização, o Governo espanhol tinha estimado que podia abranger meio milhão de pessoas. Este processo destina-se a estrangeiros sem antecedentes penais que tenham entrado em Espanha até 31 de dezembro de 2025 e que certifiquem uma permanência ininterrupta de cinco meses no país. A medida teve, em Espanha, o apoio de organizações não-governamentais (ONG), da Igreja Católica, dos sindicatos e das associações empresariais e foi criticado pelos partidos de direita e de extrema-direita, assim como por outros países da União Europeia. "Quem vive no nosso país e está a contribuir para o seu desenvolvimento económico, merece ter os mesmos direitos que qualquer outro cidadão", afirmou Sánchez recentemente, em resposta a questões levantadas por homólogos europeus. O primeiro-ministro espanhol tem sublinhado os estudos que certificam e destacam o contributo da imigração para o bom desempenho da economia de Espanha, das que mais cresce neste momento na UE, num país que, envelhecido e "sem novas pessoas a trabalhar", verá "a prosperidade travada". Tem também defendido os protocolos assinados com países africanos, que têm diminuído a chegada de pessoas a Espanha de forma irregular nas embarcações conhecidas como 'pateras'. A Semana com NM/LUSA

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Opiniões e Feedback

Miranda
10 days 14 hours

Boa iniciativa essa da reedição de Lexico de Armando Napoleão Fernandes, de S.Catarina. Avante com o trabalho e força ...

jmn
13 days

Francisco Carvalho recebeu do povo cabo-verdiano uma oportunidade histórica. Uma maioria absoluta não é um prémio pessoal ...

Terra
17 days 4 hours

A nossa terra a muito que fazer sobre descriminação sobre essas matérias os nossos políticos estão a usar memórias d ...

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