A China saudou hoje a trégua de duas semanas alcançada entre os Estados Unidos e o Irão, sublinhando o seu envolvimento ativo nos esforços para pôr termo às hostilidades, sem avançar detalhes.
O anúncio do cessar-fogo surgiu uma hora antes do fim de um ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçava "erradicar uma civilização inteira" caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.
"A China saúda o anúncio, pelas partes envolvidas, da conclusão de um acordo de cessar-fogo", declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, numa conferência de imprensa.
Questionado na terça-feira sobre se a China tinha estado envolvida em levar o Irão à mesa de negociações para este acordo, Donald Trump respondeu: "sim, esteve".
Instada a comentar estas declarações, Mao Ning afirmou que "desde o início da guerra no Irão, a China tem-se empenhado ativamente na promoção da paz e no fim do conflito".
O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manteve 26 contactos com os seus homólogos de países envolvidos na crise, precisou a porta-voz.
Mao Ning referiu ainda os contactos com o Paquistão, mediador na crise.
O Irão é um parceiro comercial e estratégico da China. Antes da guerra, mais de 80% das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China, segundo a empresa de análise Kpler.
A China condenou firmemente os ataques dos Estados Unidos e de Israel, tendo também criticado implicitamente os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz.
Pequim tem-se mantido discreta quanto à sua ação diplomática e aos seus contactos, nomeadamente com o Irão.
"Enquanto grande potência responsável, a China continuará a desempenhar um papel construtivo e a contribuir ativamente para o restabelecimento da paz e da estabilidade na região do Golfo e no Médio Oriente", afirmou Mao Ning.
A Semana com NM







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