sábado, 20 junho 2026

A ATUALIDADE

Países da Agência da Energia da Ásia e Oceania libertam reservas de 400 milhões de barris de petróleo

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A Agência Internacional da Energia (AIE) anunciou este domingo, 15 de março, que decidiu libertar imediatamente os excedentes oriundos da Ásia e Oceania para colocar no mercado 400 milhões de barris de petróleo.

Entretanto, os carregamentos da América e Europa começam a chegar a partir do final de março, indicou a AIE, segundo esta decisão tomada na quarta-feira.

Segundo uma atualização feita pela AIE, os países-membros já apresentaram os seus planos de implementação da medida excecional adotada por o forte impacto que a guerra no Irão está a ter o mercado petrolífero, especialmente com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do comércio mundial do petróleo.

Até agora, os países-membros da AIE comprometeram 271,7 milhões de barris de reservas governamentais, sendo 116,6 milhões de barris oriundos de reservas obrigatórias da indústria e 23,6 milhões de outras reservas, segundo os dados atualizados hoje e publicados pela AIE num comunicado.

Atualmente, os países com a AIE têm reservas governamentais de 271,7 milhões de barris, reservas industriais obrigatórias de 116,6 milhões de barris e reservas de outras fontes existentes de 23,6 milhões de barris, cujas datas atuais são 15 de março e foram publicadas pela agência em comunicado.

Segundo os dados, e por regiões, os países da América têm 172,2 milhões de barris de reservas públicas e 23,6 milhões adicionais de outras fontes, com uma composição total de petróleo bruto.

Na Ásia e Oceânia, os volumes ascendem a 66,8 milhões de barris de reservas governamentais e 41,8 milhões de reservas da indústria, com uma quota de 60% de crude e 40% de produtos petrolíferos.

Na Europa, os países-membros da AIE libertam 32,7 milhões de barris de reservas públicas e 74,8 milhões de reservas obrigatórias neste setor industrial, compostos por 32% de crude e 68% de produtos refinados.

A AIE indica que se trata da sexta ação conjunta de emergência adotada pelos membros, desde a criação do organismo em 1974, depois de intervenções semelhantes em 1991, 2005, 2011 e em duas ocasiões em 2022.

A organização alerta ainda que a guerra no Médio Oriente está a provocar a maior interrupção da história no fornecimento do mercado petrolífero mundial.

Embora a libertação coordenada de reservas constitua o maior mecanismo de emergência utilizado até agora, e tenha trazido um importante contributo para o mercado, a AIE enfatizou que a retoma do trânsito normal dos navios através do estrito de Ormuz será o fator decisivo para restabelecer os fluxos estáveis de crude.

A Semana com DN/Lusa

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