sábado, 20 junho 2026

A ATUALIDADE

Cabo Verde quer afirmar-se como referência internacional em medicina legal - ministra da Justiça

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A ministra da Justiça afirmou  esta quarta-feira que Cabo Verde ambiciona afirmar-se como referência internacional no domínio da medicina legal e das ciências forenses, com aposta no reforço da qualidade da prova científica e na modernização dos serviços.

 

Joana Rosa falava na abertura do II Congresso Internacional de Medicina Legal e Ciências Forenses e da IX Reunião da Rede de Serviços Médico-Legais Forenses dos Países de Língua Portuguesa, que decorrem durante dois dias na cidade da Praia, sob o lema “Ciência que protege”.

Na ocasião, manifestou a ambição do país em transformar o Instituto Nacional de Medicina Legal num polo de referência, não apenas a nível nacional, mas também regional e internacional, com aposta no reforço da qualidade da prova científica e na modernização dos serviços.

“Ambicionamos ser um país que, apesar dos seus recursos limitados, consegue oferecer respostas de qualidade, assentes no rigor, na inovação e na cooperação”, declarou.

A governante revelou igualmente que o Governo está a reforçar as capacidades humanas e técnicas do sector, com investimentos na formação contínua dos profissionais, na modernização de laboratórios e na aquisição de novos equipamentos.

Entre as medidas previstas está a inauguração, nos próximos dias, da nova sede do Instituto Nacional de Medicina Legal, no Campus da Justiça, bem como projectos desenvolvidos em parceria com o Unicef para a instalação de laboratórios especializados.

Na sua intervenção, Joana Rosa destacou o papel do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses de Cabo Verde na protecção das vítimas, sobretudo dos grupos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes.

“Para que a justiça seja verdadeiramente eficaz, precisa de um aliado insociável e imparcial, que é a evidência científica. É precisamente nessa intersecção entre o direito e a ciência que se situam a medicina legal e as ciências forenses”, lembrou.

Segundo a governante, a realização conjunta do congresso e da reunião da rede de serviços médico-legais dos países de língua portuguesa representa um momento estratégico de cooperação internacional.

A iniciativa, disse, visa reforçar a articulação entre os países da lusofonia no combate a crimes como tráfico de pessoas, exploração sexual de menores, cibercrime e criminalidade organizada transnacional.

Apelou ainda para que o congresso resulte em parcerias concretas e em recomendações que possam ser incorporadas no trabalho diário dos serviços médico-legais, reforçando a qualidade da prova pericial e a protecção das vítimas.

O congresso conta com a participação de profissionais da área da saúde, magistrados, oficiais de justiça, Polícia Judiciária, Polícia Nacional, bem como peritos e especialistas internacionais da rede forense lusófona.

A Semana com Inforpress

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