As autoridades policiais e de justiça detiveram, esta quinta-feira, o antigo director-geral das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), João Pó Jorge, o director das finanças e o chefe da tesouraria da companhia de bandeira. As detenções estão associadas aos processos que correm no Gabinete Central de Combate à corrupção.
As detenções nas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) resultam de investigações em curso, de gestão danosa da companhia de bandeira, e acontecem num dia em que o Presidente da República deixou claro sobre o lugar dos corruptos.
“O lugar dos corruptos e dos ladrões, dos raptores é na cadeia porque nós não aceitamos viver com esse tipo de cancro. Sabemos que há e haverá resistências, mas nós não vamos parar. Vamos continuar a apertar o cerco para que estes crimes fiquem para a história”, afirmou o Presidente da República.
Daniel Chapo quer, por isso, que os graduados, nesta quinta-feira, da Academia de ciências policiais para os níveis de licenciatura e mestrado possam abraçar a causa.
“Esperamos que os graduados que, a partir de hoje passam a reforçar a cooperação policial, venham aumentar a pressão e o controlo contra os corruptos que sugam os poucos recursos do Estado e do povo moçambicano, prejudicando o nosso povo”, frisou Daniel Chapo.
Pesam, sobre a antiga gestão das Linhas Aéreas de Moçambique, acusações de aquisição irregular de aeronaves, contratos pouco claros e desvio de fundos da empresa agora em crise.
Ouça a Reportagem de Orfeu Lisboa, o nosso correspondente.
A Semana com RFI







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