"A Gronelândia não precisa de uma iniciativa de cuidados de saúde específica", insistiram as autoridades dinamarquesas neste domingo, 22 de Fevereiro, depois do Presidente dos EUA dizer que está a preparar o envio de um navio-hospital para o território autónomo dinamarquês.
Em declarações à imprensa, o ministro da Defesa, Troels Lund Poulsen, garantiu que a população da Gronelândia recebe os cuidados de saúde de que necessita, reiterando que “não há necessidade de uma iniciativa especial de saúde na Gronelândia".
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, disse estar "feliz por viver num país onde o acesso aos cuidados de saúde é gratuito e igual para todos”, acrescentado que na Dinamarca e na Gronelândia “o seguro de saúde ou a riqueza não determinam se alguém recebe um tratamento digno".
No sábado, o Presidente norte-americano escreveu na plataforma Truth Social que enviaria “um grande navio-hospital para a Groenlândia para cuidar das muitas pessoas que estão doentes e não têm tratamento”, sem especificar números. Donald Trump afirmou que a operação para enviar o navio está a ser realizada em coordenação com Jeff Landry, nomeado em Dezembro como Enviado Especial dos EUA para a ilha árctica.
Horas antes do anúncio de Trump, o Comando do Árctico anunciou a evacuação médica de um membro da tripulação de um submarino norte-americano ao largo da costa de Nuuk, capital da Gronelândia.
Donald Trump e a Casa Branca afirmam regularmente que a Gronelândia e os seus recursos são essenciais para a segurança dos EUA, dadas as ambições de Moscovo e Pequim nesta região estratégica do Árctico, postura que provocou consternação entre os governos europeus.
No entanto, o Presidente norte-americano recuou nestas ameaças após a assinatura de um acordo-quadro com o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, com o objectivo de fortalecer a influência americana e abrir caminho a negociações entre a Dinamarca, a Gronelândia e os Estados Unidos.
A Semana com RFI/AFP







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