Abnildo Oliveira foi eleito Presidente da Assembleia Nacional, na plenária de quinta-feira. Abnildo Oliveira sucede a Celmira Sacramento que esteve na presidência do Parlamento desde 2022 e que foi destituída do cargo há cerca de duas semanas na sequência da crise parlamentar.
O parlamentar do ADI Abnildo Oliveira foi eleito com 30 votos a favor e 5 abstenções, sendo 18 votos favoráveis do MLSTP, 9 do ADI, 2 do BASTA, 1 de MCI/PUN.
Ao proferir o seu discurso, Abnildo Oliveira deixou bem claro que assumiu essa responsabilidade "não por ambição, não por cálculo, não por vaidade, mas por dever".
"Porque acredito que a política em São Tomé e Príncipe ainda pode ser nobre", vincou o responsável político ao referir que "a Assembleia Nacional é a casa do povo. Não é propriedade de partidos. Não é palco de vaidades. É o lugar onde as diferenças se encontram, para construir soluções".
O Presidente da Assembleia Nacional comprometeu-se a garantir respeito, imparcialidade e legalidade, tendo referido ainda que no seu mandato "todos os deputados terão voz, todas as opiniões serão ouvidas e o interesse nacional será sempre o seu Norte".
Abnildo Oliveira substituiu Celmira Sacramento destituída na semana passada por uma nova maioria parlamentar que reúne 18 deputados do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), dois do Movimento Basta, ambos na oposição, e nove deputados da ADI que apoiam o actual Governo.
Refira-se ainda que por outro lado, foi empossada a nova Comissão Eleitoral Nacional que tem como Presidente Jeudger Nascimento.
Este acto marca uma nova etapa no funcionamento da Comissão Eleitoral Nacional e surge num momento em que o país se prepara para futuros pleitos eleitorais já partir de Julho do corrente ano com a realização das presidenciais.
Para o presidente da Assembleia Nacional, Abnildo Oliveira, a Comissão Eleitoral Nacional reveste-se de capital importância para o país, por se tratar de um órgão que lida com matérias particularmente sensíveis e determinantes para a credibilidade e transparência do processo eleitoral.
Por outro lado, foi aprovada a proposta da nova lei eleitoral que permite o recenseamento automático através de bilhete de identidade. Será uma nova modalidade para evitar fraudes eleitorais e despesas avultadas.
A Semana com RFI







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