Pentágono prepara cortes na presença militar americana na Europa.
O Departamento de Defesa (Pentágono) dos Estados Unidos planeia reduzir a participação do país em elementos da estrutura de forças da NATO e em vários grupos consultivos da aliança, de acordo com o "New York Times".
O jornal nova-iorquino, que cita várias autoridades norte-americanas ligadas ao processo, referiu na terça-feira que este é o mais recente sinal da iniciativa da administração liderada por Donald Trump de reduzir a presença militar dos EUA na Europa.
O Pentágono também reduzirá o seu envolvimento em organizações oficiais da NATO dedicadas a operações especiais e inteligência, segundo duas autoridades, embora uma das fontes tenha observado que algumas destas funções norte-americanas serão transferidas para outros locais dentro da aliança, limitando o impacto da medida.
A medida que irá ser divulgada em breve afetará cerca de 200 militares e diminuirá o envolvimento dos EUA em quase 30 organizações da NATO, incluindo os seus Centros de Excelência, que procuram treinar as forças da aliança atlântica em diversas áreas da guerra, de acordo com as fontes citadas pelo jornal, que falaram sob condição de anonimato.
Em vez de se retirar completamente de uma só vez, o Pentágono pretende não substituir o pessoal à medida que os seus postos terminam, um processo que pode demorar anos, de acordo com duas autoridades norte-americanas ligadas ao processo.
A participação dos EUA nos centros não terminará completamente, garantiram estas fontes ao "New York Times". Entre os grupos consultivos que sofrerão cortes estão os dedicados à segurança energética e à guerra naval da aliança, de acordo com três autoridades.
Trump regressa presencialmente a Davos esta quarta-feira seis anos depois, após ter marcado presença em 2020, durante o primeiro mandato na Casa Branca (2017-2021).
Ao longo das últimas semanas, Trump tem ameaçado anexar a Gronelândia, território dinamarquês sob a égide da NATO, argumentando que a segurança e a vigilância da ilha ártica foram negligenciadas nos últimos anos e que o controlo desta poderia cair nas mãos da China ou da Rússia, algo que é rejeitado pela generalidade dos países europeus, que saíram em defesa da soberania e integridade territorial da ilha.
A tensão gerada na região pelas constantes ameaças de Trump levou mesmo vários países europeus aliados a enviar militares para a Gronelândia para a realização de exercícios militares.
A Semana com Expresso







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