Teerão respondeu esta segunda-feira às ameaças de Donald Trump dizendo que o país está preparado para a guerra, mas os canais de negociação com os emissários norte-americanos estão abertos. Os iranianos estão sem comunicações desde há quatro dias e estima-se que o balanço de mortos nos protestos possa ir muito além de 200 pessoas.
O Irão não quer a guerra, mas está preparado no caso de uma intervenção dos Estados Unidos no seu território. No domingo, o Presidente norte-americano disse que haveria uma reunião em vista com as autoridades iranianas, mas que as Forças Armadas dos Estados Unidos podiam intervir antes de qualquer reunião.
Em resposta, o ministro dos Negócios Estrangeiros iranianos, Abbas Araghchi, disse hoje na televisão nacional que o seu país "não procura activamente uma guerra", mas que está preparado para um conflito. Quanto a negociações pacíficas, o ministro disse que os canais de comunicação com o enviado norte-americano para o Médio Oriente, Steve Witkoff, "estão abertos", mas que qualquer negociação terá de ser justa.
Há quatro dias que a população iraniana não tem acesso nem a internet nem a telefone, com os protestos a continuarem em todas as grandes cidades do país. As organizações internacionais fora do país temem que a estimativa de 200 mortos nos protestos seja conservadora e algumas aponta para milhares de vítimas mortais. Em Lisboa, a comunidade iraniana reuniu-se para protestar e dizer que o povo do Irão quer uma revolução.
"É um momento muito importante, agora precisamos ser ouvidos e ter apoio internacional. A ideia é mesmo uma revolução e, depois disso, o povo iraniano é que vai decidir", disse Solmar Nazari, uma manifestante que falou à Agência Lusa em Lisboa.
O Governo iraniano parece não querer ceder às exigências da população, tendo decretado três dias de luto pela morte de elementos das forças de segurança nos protestos. Para o Presidente Pezeshkian, os manifestantes são "terroristas urbanos", numa altura em que se sabe que os hospitais estão sobrelotados devido à violência da repressão dos protestos.
A semana com RFI







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