Grupo de guineenses lança movimento para exigir regresso de Umaro Sissoco Embaló, destituído pelos militares. Líder Tanunde Keita pede calma e diz que o grupo seguirá com o “eterno Presidente”.
Um grupo de guineenses lançou uma iniciativa para garantir o regresso de Umaro Sissoco Embaló, Presidente destituído por militares em 26 de novembro, anunciou o líder do movimento, Tanunde Keita.
Coordenador dos movimentos sociais que apoiaram a candidatura de Embaló à reeleição nas presidenciais de 23 de novembro, Keita lidera agora a iniciativa "general Umaro Sissoco Embaló riba no ndianta pa kabanta kumpu terra" (general Umaro Sissoco Embaló volta para continuarmos a construir o país).
O grupo apresentou-se na quarta-feira, em Bissau, numa conferência de imprensa transmitida pelas redes sociais e, na ocasião, Tanunde Keita exortou os seus membros a absterem-se de atos de violência.
O coordenador da iniciativa criticou o que considera de "incentivo à violência" por parte de "ativistas das redes sociais residentes na Europa".
"Quem apela à violência nas redes sociais, estando na Europa, que venha para cá para ver se o país não tem autoridade", desafiou Tanunde Keita, reafirmando que a sua iniciativa pretende "andar do lado de quem quer construir a Guiné-Bissau".
O ativista disse que o grupo que promove a iniciativa "sabe que não será fácil", mas vai continuar a considerar Umaro Sissoco Embaló o "eterno Presidente" da Guiné-Bissau.
Sissoco fora do país
Depois de destituído, Sissoco Embaló saiu de Bissau, em 28 de novembro, para Dacar, no Senegal. Dias depois, deixou aquele país e foi para Brazzaville, no Congo. Nas últimas horas está a ser veiculada nas redes sociais a informação de que viajou, na quarta-feira, para Marrocos.
Um Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau a 26 de novembro, três dias depois das eleições gerais e presidenciais, e um dia antes da data anunciada pela Comissão Nacional de Eleições para a divulgação dos resultados oficiais.
As eleições gerais, presidenciais e legislativas decorreram sem incidentes e, um dia depois,Fernando Dias, o candidato da oposição, apoiado pelo histórico partido PAIGC, excluído das eleições, reclamou vitória na primeira volta sobre Embaló.
A Semana com DW África/Lusa







Terms & Conditions
Report
My comments