A capital e Cidade Velha, na ilha de Santiago, acolhem, de 01 a 07 de Dezembro próximo, a primeira edição do Festival Internacional das Africanidades, da Krioulidade e das Cidades Afro-Krioulas – FIACK. O projeto pretende ligar cerca de 50 cidades afro-krioulas espalhadas pelo mundo, tendo a sua sede na Cidade Velha e na cidade da Praia.
Em nota remetida a este diário digital, a organização do certame avança que o FIACK – Festival Internacional das Africanidades, da Krioulidade e das Cidades Afro-Krioulas – apresenta-se como um conceito cultural inovador, pós-moderno e vanguardista, que ambiciona afirmar uma nova marca identitária para cidadãos cosmopolitas influenciados por uma história intensa e por mudanças profundas no modo de vida contemporâneo.
«Concebido em 2008, em Angola, o projeto pretende ligar cerca de 50 cidades afro-krioulas espalhadas pelo mundo, tendo a sua sede na Cidade Velha e na cidade da Praia, dois centros históricos e culturais fundamentais na formação da afro-krioulidade moderna», acrescenta a nota.
Segundo a fonte referida, o FIACK assenta numa visão abrangente que integra diversas dimensões da vida cultural e social, incluindo a arte, a música, a moda, a gastronomia, a literatura, o lazer, o turismo, o ambiente, a arquitetura, a interculturalidade, a paz e a espiritualidade. O festival, prossegue, procura valorizar e promover a herança africana e afro-krioula, funcionando como um instrumento de celebração, educação, resgate cultural e empoderamento das comunidades.
«Assumindo a Cidade Velha como a primeira Cidade Afro-Krioula do Mundo – Património da Humanidade e berço da afro-krioulidade moderna –, o festival destaca igualmente a cidade da Praia como a segunda cidade afro-krioula de Cabo Verde. Ambas assumem um papel central na construção de uma narrativa cultural global que o FIACK pretende projetar internacionalmente», sustenta a organização.
Destaca que a iniciativa tem sido reconhecida pelo seu potencial transformador no panorama cultural cabo-verdiano, reunindo o apoio da Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas e da Câmara Municipal da Praia. «Estas entidades sublinham a importância do festival enquanto produto cultural que transcende o entretenimento, afirmando-se como uma plataforma de valorização identitária, dinamização cultural e afirmação internacional», conclui a fonte deste jornal.







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