terça-feira, 16 junho 2026

A ATUALIDADE

Cabo Verde regista cerca de 240 prematuros por ano - especialista

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Cabo Verde regista por ano cerca de 240 prematuros e tem conseguido salvar 80,8 por cento (%), o que se traduz numa taxa de mortalidade à volta de 1,1%, afirmou António Cruz, especialista em neonatologia.

 

Apesar dos dados e da situação do país a nível da África, António Cruz reconhece que Cabo Verde se depara com o problema mundial, a mortalidade dos prematuros, sublinhado que a mortalidade infantil está focada mais no período dos prematuros, período neonatal em que não conseguem sobreviver aos primeiros dias de vida.

 

 

O médico fez essas considerações à imprensa, à margem do encontro promovido  esta segunda-feira, na cidade da Praia, pelo Ministério da Saúde para assinalar o Dia Mundial da Prematuridade, 17 de Novembro.

“Tivemos ganhos consideráveis nesse aspecto. A nossa mortalidade infantil desde a independência situava-se à volta de 108 mil crianças que nasciam de cada mil até atingir a maioridade. Nesse momento, de cada mil que nascem temos apenas 10,8 casos”, disse afirmando que Cabo Verde está entre os países mais bem classificados da África e o primeiro do continente no que concerne à mortalidade infantil.

Apesar dos dados e da situação do país a nível da África, António Cruz reconhece que Cabo Verde se depara com o problema mundial, a mortalidade dos prematuros, sublinhado que a mortalidade infantil está focada mais no período dos prematuros, período neonatal em que não conseguem sobreviver aos primeiros dias de vida.

Conforme o especialista em neonatal as crianças que nascem com menos de 28 semanas e com menos de miligramas são prematuras extremas.

Em Cabo Verde, segundo disse, os especialistas tentam salvar as crianças prematuras, com qualidade de vida e sem sequelas.

“Temos cerca de 240 prematuros por ano e nos últimos 13 anos tivemos 3.001 recém-nascidos prematuros. Portanto conseguimos salvar 80,8% o que totaliza uma taxa de 19,1%”, afirmou, considerando a taxa de salvamento como “muito boa para o país”.

Ainda de acordo com o especialista, das 47.750 crianças que nasceram, até Outubro deste ano, conseguiram salvar 98,1%, o que se traduz numa taxa de mortalidade à volta de 1,1% nos últimos 13 anos.

“Estamos no bom caminho e temos que fazer mais. O problema da prematuridade não se resume à prematuridade. É algo que muitas vezes não conseguimos controlar. São problemas que muitas vezes é cultural e que tem a ver com o uso abusivo de álcool, tabaco e outras drogas”, explicou.

Uma gravidez mal controlada, segundo disse, e com riscos devido à hipertensão, estresse, gravidez precoce e após os 40 anos são as que mais provocam o nascimento prematuro, aí o repto no sentido das mães procuraram o serviço pré-natal e fazer seguimento.

“Cada mãe deve ter pelo menos oito consultas pré-natais. Com isso conseguimos diminuir consideravelmente os prematuros”, esclareceu.

Questionado se o hospital tem as condições necessárias, tanto de recursos humanos como materiais, para o tratamento desses prematuros, António Cruz respondeu que o estabelecimento hospitalar possui as condições necessárias para ajudá-los a vencer a batalha.

“Adquirimos mais aparelhos. Nesse momento temos cinco médicos no neonatal, ventiladores e incubadoras suficientes para ajudar os prematuros que nascem”, precisou.

A Semana com Inforpress

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