quinta-feira, 18 junho 2026

A ATUALIDADE

Relatório preliminar prevê quebra de 75% na produção de milho e feijão no ano agrícola 2025/2026

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O relatório de avaliação preliminar aponta o ano agrícola 2025/2026 como desfavorável, com uma redução de produção em cerca de 75 por cento (%) comparativamente ao ano 2024, revelou na sexta-feira o Ministério da Agricultura e Ambiente.

A informação foi avançada à imprensa, no âmbito da apresentação do relatório da missão conjunta de avaliação do ano agrícola em curso, que envolveu uma equipa do Governo, o Comité Inter-Estados de Luta Contra Seca no Sahel (CILSS) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Segundo o coordenador do grupo de trabalho pluridisciplinar de acompanhamento e avaliação, Celestino Tavares, a análise preliminar da campanha se baseou em quatro parâmetros: a produção de milho, feijão, pastos e a disponibilidade hídrica.

“O mês de Outubro é o último mês de estação das chuvas e todos os anos na última semana deste mês e na primeira semana de Novembro, fazemos o exercício da avaliação preliminar da campanha agrícola pluvial”, explicou o responsável.

Os dados preliminares apontam para uma produção de 1.074 toneladas de milho (cerca de 4.900 em 2024) e 1.168 toneladas de feijão (cerca de 6.000 em 2024), o que, no conjunto, representa uma diminuição de 75% para estes dois produtos face ao ano transato.

Relativamente à produção de pastos, Celestino Tavares indicou que, embora haja uma produção “boa” nas zonas altas e intermédias, esta é “fraca” ou “quase nula” nas zonas litorais, de estrato árido e semiárido.

Quanto à disponibilidade de água para a horticultura, avançou que houve escoamento superficial importante em Santiago, que é a ilha onde há maior área de regadio temporal.

No entanto, o coordenador avançou dados da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANAS) que garantem a recarga “normal” dos furos e alguma disponibilidade de água em certas barragens, sobretudo na ilha de Santiago, que poderá “mitigar o efeito de eventual produção baixa de milho e feijões”, permitindo a prática da horticultura em algumas ribeiras.

“Na verdade, a avaliação final da campanha agrícola é feita no mês de Março do próximo ano. Neste momento, nós fazemos uma avaliação preliminar para fornecer informações que vão servir para a tomada de decisão”, esclareceu.

Em função dos resultados, Celestino Tavares afiançou que foi elaborado um conjunto de recomendações que incluem o uso racional da água nas barragens, o reforço da assistência técnica de proximidade aos agricultores, a recolha e conservação de pastos para a alimentação animal e a continuidade de promover a luta biológica contra as principais pragas do sequeiro.

A Semana com Inforpress

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