terça-feira, 16 junho 2026

A ATUALIDADE

Cabo Verde regista 300 mortes anuais por AVC e lança Via Verde para combater principal causa de morte

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Cabo Verde regista anualmente cerca de 300 mortes por Acidente Vascular Cerebral (AVC), patologia que se mantém como a principal causa de mortalidade e incapacidade no país, alertou esta quarta-feira a neurologista Albertina Lima.

A informação foi avançada pela coordenadora da Unidade de Neurologia no Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN), Albertina Lima, na cerimónia de abertura do workshop “No AVC cada minuto conta”, realizado na Praia, no Dia Mundial do AVC para sensibilizar profissionais de saúde.

“A data é de extrema importância porque serve de alerta para chamar a atenção para o AVC, que é uma importante doença e desafio, não só em Cabo Verde, mas em todos os países do mundo”, disse a especialista.

Presente no evento, o ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, sublinhou que a expressão “cada minuto conta” é uma “verdade científica e humana”, destacando que a doença atinge não apenas os cidadãos mais idosos, mas também pessoas em idade produtiva.

“Em Cabo Verde, segundo os nossos dados, é a primeira causa de morte, responsável por perdas humanas evitáveis, incapacidades prolongadas e um impacto social e económico que se faz sentir em todas as famílias afectadas e comunidades, em todas as ilhas e municípios do país”, asseverou o governante.

O ministro avançou que o Governo assumiu como prioridade a consolidação da resposta nacional às doenças não transmissíveis, com foco nas doenças cerebrovasculares.

“No domínio da AVC, esta visão prioritária materializa-se através da implementação da Via Verde do AVC, um projecto com potencialidade de transformar o modo como o país pode responder a esta emergência médica”, disse, indicando que desde 2020 o país tem vindo a dar passos para articular o tratamento com a resposta pré-hospitalar, hospitalar e inter-hospitalar.

Neste processo, o governante afirmou que o sistema da saúde quer consolidar a resposta em rede, ampliar a capacidade diagnóstica, investir na formação contínua e criar a primeira unidade de AVC em Cabo Verde.

O ministro relembrou ainda que a prevenção do AVC exige a promoção de estilos de vida saudáveis, o acesso regular a cuidados primários de saúde e a educação para a saúde desde a infância, afirmando que a saúde e a dignidade humana estarão sempre no centro das políticas públicas do Governo.

O workshop, organizado em parceria com o Instituto Nacional de Saúde Pública, debate temas como a “Epidemiologia da Via Verde do AVC em Cabo Verde” e a utilização do medicamento “Tenecteplase no Tratamento do AVC Isquémico”.

 

A Semana com Inforpress

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