quinta-feira, 18 junho 2026

A ATUALIDADE

Unesco envia técnicos para levantamento dos danos e perdas nos serviços culturais em São Vicente

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A Unesco vai fazer um levantamento exaustivo das infra-estruturas sob tutela do MCIC, em São Vicente, para perceber os danos e perdas provocadas pela catástrofe de 11 de Agosto, apurou a Inforpress.

A presidente do Instituto do Património Cultural (IPC), Ana Samira Baessa, disse que o escritório regional da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), em Dakar, é quem acompanha o trabalho de avaliação mediante a metodologia utilizada pela organização, em que o objectivo é perceber todos os danos e perdas provocados pela catástrofe, numa perspectiva de médio e longo prazo.

A responsável destacou que várias infra-estruturas do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC) são alvos deste levantamento, nomeadamente, CNAD, Arquivo Histórico, Biblioteca e Museus.

Ana Samira Baessa avançou ainda que na semana passada uma equipa do Instituto do Património Cultural (IPC) esteve em São Vicente para tentar aprofundar o levantamento, em termos de danos, a nível do Centro Histórico, que está classificado como património nacional.

Conforme a presidente do IPC, o levantamento a ser feito visa que a instituição tenha conhecimento a nível do património histórico, edificado e dos edifícios inventariados como património nacional, quais os danos existentes.

Cabo Verde, por ser um estado membro da Unesco, faz parte de vários instrumentos internacionais, nomeadamente, da Convenção de Património Cultural e Natural, da Convenção de Património Imaterial e da Convenção de Diversidade Cultural que possuem fundos específicos para apoiar no caso de perdas e danos provocados por catástrofes, como é o caso de São Vicente.

Neste âmbito, e após uma articulação entre o Ministério da Cultura e a Unesco, segundo Ana Samira Baessa, foi disponibilizado um apoio técnico para um levantamento mediante uma metodologia das Nações Unidas denominado PDNA, um instrumento que avalia danos após catástrofes.

Explicou que o trabalho de avaliação vai ser levado a cabo tendo em conta os estragos, os impactos a nível dos visitantes que deixaram de ir ao museu, a biblioteca, de frequentar os espaços culturais, da produção cultural não realizada, assim como os eventos, festivais e actividades culturais que foram cancelados.

“Uma avaliação bastante abrangente de tudo o que é impacto tangível e intangível devido à situação provocada pela tempestade e, a partir daí, serão definidos os mecanismos de reparação a curto, médio e longo prazos”, acrescentou.

Tudo isso, prosseguiu, para uma visão abrangente visando fazer uma intervenção de reparação nos museus, reforçar e suportar perdas a nível de receitas.

Após o levantamento dos estragos, explicou que a Unesco, no âmbito das convenções existentes, está disponibilizando a Cabo Verde, através de um fundo disponibilizado para o sector da cultura, financiamento para ser aplicado nos serviços danificados para que possam voltar à normalidade.

O foco do trabalho, neste momento, conforme disse, é São Vicente, que devido à tempestade de 11 de Agosto contabiliza estragos na área da cultura, avançando que levantamento igual será feito nas ilhas de Santo Antão e São Nicolau.

 

A Semana com Inforpress

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