terça-feira, 16 junho 2026

A ATUALIDADE

Contratação de médicos cubanos vai ficar mais cara - ministro da Saúde

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O ministro da Saúde, Jorge Figueiredo, disse hoje que a contratação de médicos cubanos, para colmatar o défice neste sector, vai ficar mais cara do que a leva anterior.

O governante, que acaba de concluir uma missão a Cuba, revelou à Rádio de Cabo Verde (RCV) que os salários estão em fase de acerto.

“Com a contratação de um contingente de algumas dezenas, estamos a pensar entre cinco a seis dezenas para colmatar o défice que hoje vivemos em Cabo Verde, nas áreas de especialidade nos dois hospitais centrais [Praia e Mindelo] e nos quatro hospitais regionais”, declarou Jorge Figueiredo.

Acrescentou que, com o recrutamento de médicos cubanos, o Governo pretende também “reforçar” a área da saúde pública, dos cuidados primários de saúde, “para melhorar desta feita significativamente os cuidados de saúde da população”.

Jorge Figueiredo adiantou, ainda, que, paralelamente, à contratação de médicos cubanos, já existe uma “equipa interessante” de médicos nacionais, na reforma e com experiências acumuladas, que poderão estar a contribuir neste processo da planificação, para ajudar na montagem de uma estratégia de recursos humanos que possa, a curto médio prazo, responder aos cuidados que vêm efectivamente melhorando em Cabo Verde.

Anunciou, por outro lado, que já foi alterada a Lista Nacional de Medicamentos, tendo sido introduzido um conjunto de fármacos na área da oncologia, em que o Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) irá “participar significativamente” neste processo, assim como em outras áreas, nomeadamente, os rastreios do cancro da mama, da próstata e do colo do útero.

Jorge Figueiredo revelou que no concernente à oncologia, o tratamento tem sido garantido pelo Estado de Cabo Verde a 100% independentemente das condições económicas do paciente.

De regresso ao país, prometeu, vai ter um encontro tripartido, envolvendo o Ministério da Família, o Ministério da Saúde e o INPS, para aprovarem não só a questão do acesso aos medicamentos, como também a actualização da própria legislação que condiciona o trabalho do INPS.

“[Hoje], temos tomografias, nomeadamente no Sal, e não faz sentido que um paciente se desloque à Praia ou a São Vicente para fazer um exame que já é fornecido pelo sector privado lá mesmo”, indicou o ministro.

Instado sobre os Planos de Carreiras, Funções e Remunerações (PCFR) dos médicos e dos enfermeiros, assegurou que estão prontos e devem ser aprovados a breve trecho pelo Conselho de Ministros.

Quanto aos PCFR dos técnicos auxiliares e dos de diagnóstico, o ministro confirmou que estão em negociação com os sindicatos.

 

A Semana com Inforpress

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