O presidente da comissão da União Africana apresentou hoje as suas profundas condolências pela morte do Papa e recordou como Francisco amplificou a voz de África, anunciou a organização em comunicado.
"O presidente da comissão da União Africana [UA], Mahmoud Ali Youssouf, recebeu com profundo pesar e tristeza a notícia do falecimento da Sua Santidade o Papa Francisco, uma voz moral imponente do nosso tempo e um firme defensor da paz, da justiça, da compaixão e da dignidade humana", segundo a nota de imprensa.
De acordo com o documento, "em nome da União Africana, dos seus Estados-Membros e do povo africano, o presidente apresenta as suas sinceras condolências à Santa Sé, à comunidade católica e a todos aqueles que, em todo o mundo, foram inspirados pela extraordinária vida de serviço, humildade e liderança espiritual do Papa Francisco".
Youssouf referiu o "corajoso envolvimento do Papa com o continente africano", ao ter amplificado as vozes dos que não a têm, ao defender a paz e a reconciliação e por ter sido solidário com as pessoas afetadas por conflitos e pela pobreza.
Para o presidente da comissão, o Papa Francisco será recordado pelo seu "inabalável empenho na promoção da coexistência pacífica, pelo seu serviço aos pobres e aos marginalizados, pelos seus corajosos apelos à justiça climática, pela sua incansável procura do diálogo entre fés e culturas e pelos seus esforços persistentes para construir pontes onde outros viam muros".
"A sua voz foi portadora de clareza moral num mundo cada vez mais fraturado, e o seu legado ressoará nas gerações vindouras", indicou.
Neste momento de luto global, a UA junta-se ao mundo para honrar uma vida que exemplificou "a fé em ação", e para rezar por conforto e força para todos os que choram "esta profunda perda", realçou.
"Que a sua alma descanse na paz eterna", concluiu.
O Papa Francisco morreu hoje aos 88 anos, após 12 anos de um pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.
Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta a chegar à liderança da Igreja Católica.
O Papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março. A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer.
A Semana com Lusa







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